Questão FC280117
“Até a descoberta dos metais preciosos a colonização foi marcada pela grande propriedade onde se cultivava predominantemente um gênero destinado à exportação com base no trabalho e
História do Brasil
IDECAN · 2016
“Até a descoberta dos metais preciosos a colonização foi marcada pela grande propriedade onde se cultivava predominantemente um gênero destinado à exportação com base no trabalho escravo. A afirmativa de que a Plantation foi a forma básica da colonização foi criticada por alguns historiadores que o projeto ‘plantacionista’ era assumido pela classe dominante colonial, mas a Coroa sempre se preocupou em diversificar a produção e garantir o plantio de gêneros alimentícios para o consumo da própria colônia. Houve uma excessiva redução da estrutura social a senhores e escravos esquecendo-se a importância dos brancos e ignorando-se a existência de um campesinato – pequenos proprietários. Além disso, o negócio da escravidão resultou na cumulação urbana propiciado por capitais investidos no tráfico de escravos. Esse grupo de traficantes não se especializava apenas no comércio de homens, dedicando-se também aos investimentos em prédios urbanos, à usura e às operações de importação e exportação.”
(Fausto, 2002.)
Dentre as marcas deixadas pela grande empresa monocultora que caracterizou o Brasil no período colonial podemos destacar:
- O tráfico humano, negócio altamente lucrativo, feito através de alianças entre traficantes europeus, brasileiros e africanos.
- O Plantation, localizado apenas em alguns pontos específicos do Brasil, por ser considerado um modo de agricultura sustentável.
- A cultura da cana-de-açúcar, que a pesar de ter se iniciado nos tempos coloniais, ainda representa o sustentáculo da economia nordestina.
- A grande propriedade, a vinculação com o exterior através de uns poucos produtos primários de exportação, a escravidão e suas consequências.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa d) sintetiza as marcas centrais do sistema Plantation: a existência de grande propriedade, a lógica da monocultura voltada à exportação, a vinculação com o exterior por meio de poucos produtos primários e o uso da escravidão.
As grandes propriedades concentravam terras e poder, impedindo a formação de uma base agrária diversificada e favorecendo a reprodução de elites locais.
A dependência de mercados externos por um número reduzido de produtos tornou a economia colonial vulnerável a flutuações de preço e limitou a industrialização e o mercado interno.
A escravidão sustentou a produção, gerou profundas desigualdades sociais e econômicas e deixou consequências duradouras: concentração de renda e terra, exclusão social e trajetórias urbanas moldadas por capitais vinculados ao tráfico e ao comércio.
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