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Questão FC280119

Fragmento I “O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor

História do Brasil

IDECAN · 2016

Fragmento I

 

“O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não existe entre o círculo familiar e o Estado uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição.”

 

(Holanda, 1995:141.)

 

Fragmento II

 

“Vivo e absorvente órgão da formação social brasileira, a família colonial reuniu, sobre a base econômica da riqueza agrícola e do trabalho escravo, uma variedade de funções sociais e econômicas. Inclusive, como já insinuamos, a do mando político: ou oligarquismo ou nepotismo, que aqui madrugou, chocando-se ainda em grafia foi utilizada como um exemplo válido para toda a sociedade brasileira.”

 

(Freyre, 1994:22-23.)

 

Tendo em vista a análise dos fragmentos, a opinião dos consagrados autores e a realidade brasileira colonial, é possível inferir corretamente que as ideias

  1. dos autores são antagônicas e, apesar disso, ambas estão relacionadas à realidade brasileira colonial.
  2. de ambos, apesar de pequenas diferenças, são complementares e abrangem a realidade brasileira colonial.
  3. dos pensadores anteriormente citados se diferem apenas em relação ao significado de público e privado na política.
  4. dos dois historiadores englobam, de maneira primordial, toda a verdade acerca das relações sociais e políticas do período colonial.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa A está correta porque aponta que as ideias são antagônicas e, ainda assim, ambas se referem à realidade brasileira colonial.

Holanda enfatiza a descontinuidade entre Estado e família, vendo-as como esferas opostas: a família não é extensão do Estado nem base de sua formação.

Freyre, ao contrário, descreve a família como órgão vivo e absorvente da sociedade colonial, com funções econômicas, sociais e até políticas, integrando-se à organização do poder.

Assim, embora ofereçam leituras contrapostas — uma destacando separação institucional, outra a centralidade familiar — ambas analisam fenômenos do período colonial, justificando a opção pela alternativa A.

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