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Questão FC280156

Ato Institucional nº 3 à Nação CONSIDERANDO que o Poder Constituinte da Revolução lhe é intrínseco, não apenas para institucionalizá-la, mas para assegurar a continuidade da obra a

História do Brasil

IDECAN · 2016

Ato Institucional nº 3 à Nação


CONSIDERANDO que o Poder Constituinte da Revolução lhe é intrínseco, não apenas para institucionalizá-la, mas para assegurar a continuidade da obra a que se propôs, conforme expresso no Ato Institucional nº 2;


CONSIDERANDO ser imperiosa a adoção de medidas que não permitam se frustrem os superiores objetivos da Revolução;


CONSIDERANDO a necessidade de preservar a tranquilidade e a harmonia política e social do País;


CONSIDERANDO que a edição do Ato Institucional nº 2 estabeleceu eleições indiretas para Presidente e Vice-Presidente da República;


CONSIDERANDO que é imprescindível que se estenda à eleição dos Governadores e Vice-Governo de Estado o processo instituído para a eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República; [...]


(Disponível em: http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=189347.)


Sobre os atos institucionais, analise as afirmativas a seguir.


I. Foram instrumentos jurídicos que permitiram ao governo legalizar suas ações arbitrárias.


II. São resultado da Doutrina de Segurança Nacional implementada pelos militares na Ditadura. (1964-1985).


III. Com os atos institucionais os militares conseguiram não só angariar a simpatia e apoio da população, como também impedir as guerrilhas urbanas.


IV. Numa primeira instância, são os responsáveis pela manutenção da paz e da satisfação popular durante o período militar.


Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

  1. I.
  2. II.
  3. II e III.
  4. I, II e III.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Alternativa I: correta. Os Atos Institucionais funcionaram como instrumentos jurídicos usados pelo regime para conferir aparência de legalidade a medidas de exceção.

Por meio deles o Executivo passou a atuar acima da ordem constitucional, obtendo poderes excepcionais — por exemplo, cassar mandatos, suspender direitos políticos, decretar intervenções e alterar regras eleitorais.

Essa produção normativa permitiu ao governo legalizar práticas arbitrárias, porque transformava atos repressivos e antidemocráticos em normas com força oficial, dificultando controle judicial ou legislativo.

Em suma: os Atos Institucionais não eram meras leis técnicas, mas ferramentas centrais para institucionalizar e legitimar o arbítrio estatal durante a ditadura.

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