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Questão FC280170

“Rodeado de tiras, Fleury surgiu do escuro, apontou um revólver para Marighella e o intimou a se render. Marighella fixou o olhar no chefe do Esquadrão da Morte e fez um movimento

História do Brasil

IDECAN · 2025

“Rodeado de tiras, Fleury surgiu do escuro, apontou um revólver para Marighella e o intimou a se render. Marighella fixou o olhar no chefe do Esquadrão da Morte e fez um movimento com a mão para abrir a pequena pasta preta que trazia consigo. Fleury começou a disparar e os tiras a seu lado o acompanharam, motivados por uma reação de pânico diante da fama de valentia do homem encurralado dentro do Fusca. Os policiais postados no fundo da rua imaginaram que a guarda de Marighella atirava e responderam também com disparos. [...] Com cinco balas no corpo, Marighella teve morte rápida provocada por hemorragia interna.”

(GORENDER, Jacob. Combate nas trevas: a esquerda brasileira: das ilusões perdidas à luta armada. São Paulo: Ática, 1987. p. 175.)

 

A morte de Carlos Marighella, em 1969, foi um dos momentos marcantes da repressão militar após o golpe de 1964. Assinale a afirmativa que mostra como a memória sobre Marighella impactou a Nova República.

  1. Durante a Nova República, a história de Marighella foi apagada pelos governos, que negaram discutir os abusos cometidos pela Ditadura Militar.
  2. A Nova República continuou defendendo a repressão militar, mantendo a ideia de que opositores como Marighella eram uma ameaça ao país.
  3. A Nova República optou por não discutir sobre figuras como Marighella, buscando evitar novas divisões políticas e ideológicas no Brasil.
  4. Os debates da Nova República reforçaram a ideia de que a repressão militar era necessária e evitaram reabilitar a imagem de Marighella.
  5. A memória de Marighella ajudou a fortalecer as lutas por justiça e direitos humanos, reivindicando a verdade sobre os mortos e desaparecidos políticos.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Marighella tornou-se símbolo das vítimas da repressão e sua morte emblemática alimentou a exigência pública por esclarecimento sobre os crimes do regime. A lembrança do seu assassinato ajudou a quebrar o silêncio e a colocar no centro do debate a necessidade de responsabilização estatal.


Na transição democrática, essa memória impulsionou movimentos e instituições dedicadas à busca da verdade e à reparação: foram criadas instâncias oficiais e iniciativas da sociedade civil para localizar, reconhecer e apurar violência política, ampliando o protagonismo das lutas por direitos humanos.


Além disso, produções culturais e memória pública reforçaram a visibilidade das violações, consolidando reivindicações pela identificação e justiça para os mortos e desaparecidos, essenciais ao processo de reconstrução democrática.

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