Questão FC280234
Tumba de Tutancâmon, no vale dos Reis, em Luxor (Egito), que está sendo investigada O ministro egípcio de Antiguidades, Mamduh al Damati, apontou nesta terça‐feira (29) a possibili
História Geral
IDECAN · 2016
Tumba de Tutancâmon, no vale dos Reis, em Luxor (Egito),
que está sendo investigada

O ministro egípcio de Antiguidades, Mamduh al Damati, apontou nesta terça‐feira (29) a possibilidade de um novo descobrimento arqueológico na tumba do faraó Tutancâmon, que inspecionou nestes dias com o analista britânico Nicolas Reeves. Esta inspeção preliminar na cripta do chamado “faraó menino” é o primeiro passo para comprovar a veracidade da teoria de Reeves, que em agosto revelou que nessa câmara funerária poderia estar também o sepulcro da rainha Nefertiti.
(Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/efe/2015/09/29/egitoanuncia‐
nova‐descoberta‐arqueoligica‐na‐tumba‐de‐tutancamon.htm. Adaptado.)
Para os egípcios o Faraó tinha poder incontestável. Era responsável pela agricultura, pela justiça e pela administração do Império. O Egito antigo tinha, portanto, um governo de caráter:
- Autocrático e teocrático, pois o faraó era considerado a encarnação terrena de um deus e exercia o poder pelo autoritarismo e tirania.
- Aristocrático e burocrático, pois era a classe social superior que governava, no caso do Egito, através da distribuição de terras, trabalho e produção.
- Tirânico e meritocrático, pois apesar da extensão ilimitada do poder do Faraó, as posições hierárquicas eram conquistadas, em tese, com base no merecimento.
- Oligárquico e plutocrático, pois trata‐se de um sistema em que o poder era concentrado nas mãos dos detentores das fontes de riqueza da sociedade, no caso do Egito, a agricultura.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Autocrático e teocrático: o governo do Egito antigo concentrava o poder nas mãos do faraó, sem mecanismos institucionais que o limitassem. Ele decidia sobre política, justiça e a distribuição da produção, atuando com autoridade direta sobre o Estado.
A dimensão teocrática decorre da crença de que o faraó era presença divina na Terra — intérprete e representante dos deuses — o que conferia legitimidade religiosa às suas decisões e unia poder político e culto.
Essa combinação significava que a administração e a ordem social dependiam da figura real: a burocracia e os sacerdotes executavam funções, mas o núcleo do comando era o poder absoluto do faraó, fundamentado na religião e na hereditariedade.
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