Questão FC280262
“Durante os primeiros trinta anos da dominação portuguesa, o Brasil não foi, tecnicamente falando, uma colônia, visto que não estavam presentes diversos elementos que (…) fazem par
História Geral
IDECAN · 2016
“Durante os primeiros trinta anos da dominação portuguesa, o Brasil não foi, tecnicamente falando, uma colônia, visto que não estavam presentes diversos elementos que (…) fazem parte da estrutura colonialista. É fato que existia uma riqueza da qual os portugueses se apropriavam. Mas inexistia um sistema montado em função dessa apropriação (…). A apropriação da referida riqueza – o pau‐brasil – dava‐se dentro de moldes muito primitivos e a sociedade indígena que aqui existia não era afetada pelo relacionamento econômico imposto pelas necessidades de enriquecimento de Portugal. Em resumo, este dado nos mostra que se a simples dominação política não configura a situação colonial, da mesma forma não a configura a apropriação pura e simples das riquezas de uma terra pela população de outra.”
(Lopes, p. 17.)
A partir de 1530, porém, observou‐se uma preocupação da Coroa Portuguesa em inserir as terras americanas no contexto mercantilista e acelerar o processo colonizatório. Dentre as razões para essa preocupação aponta‐se corretamente:
- A necessidade iminente de Portugal de fortalecer sua economia para conseguir sua independência da União Ibérica.
- O declínio do comércio de especiarias asiáticas, inclusive pela perda do monopólio desfrutado pelos portugueses anteriormente.
- A decisão inglesa de ocupar as terras da América do Norte, o que preocupou Portugal e acelerou suas medidas de apropriação da terra.
- A eclosão da Revolução de Avis, em Portugal, que deteriorou a economia portuguesa, a ponto de fazer do Brasil a principal esperança de restabelecer a ordem.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente para o papel do declínio do comércio de especiarias como catalisador da ação colonial portuguesa a partir de 1530.
Até então, as especiarias asiáticas eram fonte central de riqueza e prestígio para Portugal, sustentando seu modelo maneirista-mercantil. Com a intensificação da concorrência de outras potências europeias e a erosão do monopólio português na rota das Índias, caiu a rentabilidade desse comércio.
Diante dessa perda, a Coroa buscou novas fontes de riqueza e maior segurança econômico-política, promovendo a ocupação efetiva do Brasil, a implantação de um sistema colonial e o incentivo a produções lucrativas (notadamente o açúcar), integrando as terras americanas à economia mercantilista metropolitana.
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