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Questão FC280272

Quatro tumbas pré-colombianas foram descobertas em Lima, em 2015 Três mulheres e um homem viveram entre os anos 1000 e 1450. As primeiras tumbas da cultura Ichma ficavam no topo de

História Geral

IDECAN · 2016

Quatro tumbas pré-colombianas foram descobertas em Lima, em 2015


Três mulheres e um homem viveram entre os anos 1000 e 1450. As primeiras

tumbas da cultura Ichma ficavam no topo de uma pirâmide.


Mil anos de idade em um cemitério pré-inca de forma piramidal que se ergue no coração de um bairro residencial em Lima. A descoberta confirma a presença da cultura Ichma em Lima, que se instalou na costa central do Peru a partir do ano 1000 e desapareceu em 1450, coincidindo com a expansão do império inca, que abarcou os anos 1438-1533.


(Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/11/quatro-tumbas-pre-colombianas-sao-descobertas-em-lima.html.)


São chamados povos pré-colombianos os povos que precederam à colonização europeia na América. Os mais conhecidos foram os astecas, incas e maias. Dentre as principais características que permeavam o cotidiano desses povos, podemos destacar:

  1. A ocorrência de descentralização de poder, o monoteísmo, a noção de propriedade, mas não em relação à terra e à servidão pessoal, baseada sem laços de fidelidade.
  2. A existência de um Estado centralizado e teocrático; uma hierarquia social rígida, em que a propriedade de terra era estatal e havia a exploração do trabalho dos camponeses.
  3. A inexistência da noção de Estado, bem como a inexistência de hierarquia social ou de qualquer espécie de propriedade ou trabalho compulsório de qualquer espécie.
  4. A prevalência de Estados centralizados e autocráticos, a hierarquia social esta mental, embora sem a presença de trabalhos servis ou escravos ou de noção de posse ou delimitação de territórios.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa descreve características centrais dos grandes povos pré-colombianos: um Estado centralizado e teocrático, em que o poder político era legitimado por uma autoridade religiosa ou pela sacralização do governante.

Havia uma hierarquia social rígida, com elites políticas e religiosas no topo e camponeses e servos na base; posições sociais eram muitas vezes hereditárias e marcadas por vestes, rituais e funções especificadas.

A propriedade da terra era coletiva ou estatal, organizada em unidades como o ayllu e administrada pelo aparelho estatal, que regulava uso e distribuição conforme necessidades comunitárias e do Estado.

Essa organização implicava exploração do trabalho: tributos, corvéias e sistemas como a mit'a obrigavam camponeses a prestar trabalho em obras públicas, agricultura estatal e serviço militar, sustentando o aparato político-religioso.

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