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Questão FC280307

“O problema da constituição dos Estados nacionais latino-americanos era o problema da hibridez de sua matriz econômico-social; a convivência de variadas relações sociais de produçã

História Geral

IDECAN · 2016

“O problema da constituição dos Estados nacionais latino-americanos era o problema da hibridez de sua matriz econômico-social; a convivência de variadas relações sociais de produção, que iam desde o escravismo até o capitalismo, passando por diversos modos de servidão, colocava a questão de qual modo de produção sairia vitorioso e dominante.”

 

(Wasserman, 2000, p. 205.)

 

No contexto da formação dos Estados nacionais da América Latina, de uma maneira geral, percebe-se que:

  1. A formação desses estados e a expansão capitalista são fenômenos diretamente ligados, pois ambos estarão em patamares de complementaridade intensos.
  2. A emancipação das colônias e a difusão do capitalismo são fenômenos completamente dissociados, uma vez que vários modos de produção conviviam lado a lado nas colônias.
  3. O predomínio do absolutismo, crescente na Europa, trazia repercussões em todos os lados do mundo e, principalmente, na América, que tentou também implantá-lo.
  4. Graças a uma minoria reacionária nas colônias também conhecida como Chapetones, que defendia o interesse de todos, e não apenas seus próprios interesses, a recolonização não se cristalizou.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A leitura de Wasserman evidencia que a Formação dos Estados nacionais na América Latina esteve intrinsecamente ligada à expansão capitalista. Os novos estados criaram instrumentos jurídicos, fiscais e repressivos capazes de proteger propriedades, regular mercados e integrar territórios às rotas do comércio internacional.

A coexistência de modos de produção híbridos (escravismo, servidão, trabalho assalariado) fez do Estado o mediador que viabilizou a incorporação progressiva de áreas e trabalhadores ao circuito capitalista, adaptando instituições e práticas às necessidades da acumulação.

Essa relação não significa industrialização imediata, mas uma complementaridade: Estados e elites promoveram economias exportadoras e estruturas de dependência, fornecendo matérias‑primas, mão de obra controlada e mercados para o capital externo e local.

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