Questão FC280335
“A produção de algodão remonta aos séculos XVI e XVII. Segundo Rocha Pombo, o algodão foi nos tempos coloniais atividade econômica mais importante que a cana-de-açúcar, ‘tanto pela
Questões sem classificação de assunto (História)
IDECAN · 2025
“A produção de algodão remonta aos séculos XVI e XVII. Segundo Rocha Pombo, o algodão foi nos tempos coloniais atividade econômica mais importante que a cana-de-açúcar, ‘tanto pela facilidade da respectiva cultura, como pela preferência que, entre as outras Capitanias, tinha o produto rio-grandense nos mercados’. Mas foi somente quando a Inglaterra implementou a Revolução Industrial no século XVIII que houve o primeiro boom do algodão.”
(TRINDADE, Sérgio L. Bezerra. História do Rio Grande do Norte. Natal: EDIFRN, 2010. p. 263.)
Considerando as transformações estruturais da economia do Rio Grande do Norte, entre os séculos XIX e XX, especialmente no que se refere à cotonicultura, marque a opção correta.
- No início do século XX, o Brasil era o principal fornecedor de algodão para a indústria têxtil inglesa. Porém, em razão da guerra de independência estadunidense, os EUA substituíram o Brasil como o maior exportador do produto à Inglaterra.
- O crescimento da cotonicultura no Rio Grande do Norte foi uma consequência direta das políticas estruturadas de incentivo à agricultura familiar no início do século XX, durante a chamada ‘Primeira República’.
- O ciclo algodoeiro no Rio Grande do Norte manteve-se autossuficiente durante todo o século XX, não sendo afetado por crises internacionais nem por pragas que prejudicassem a produtividade, constituindo-se como o principal produto de exportação brasileiro no período.
- A cotonicultura no Rio Grande do Norte teve ciclos de expansão ligados a conflitos externos como a Guerra da Secessão e a Primeira Guerra Mundial, e entrou em crise por fatores como pragas, secas, mercado instável e desarticulação produtiva.
- As empresas multinacionais que atuaram no setor algodoeiro do Rio Grande do Norte foram responsáveis pelo declínio da produção local, ao desestimularem o investimento em tecnologia e contribuírem para a desconcentração fundiária no estado.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa aponta que a expansão da cotonicultura potiguar foi pautada por choques externos: conflitos como a Guerra da Secessão e a Primeira Guerra Mundial elevaram abruptamente a demanda internacional por algodão, beneficiando produtores locais em ciclos de alta.
Esses períodos, porém, foram circunstanciais e não resolveram fragilidades estruturais: o setor ficou vulnerável a fatores climáticos e biológicos. A disseminação do bicudo e outras pragas, somada a prolongadas secas, reduziu produtividade e renda.
Além disso, a cotonicultura sofreu com mercado instável (preços flutuantes e competição externa) e com a desarticulação produtiva — falta de assistência técnica, crédito, infraestrutura e escoamento — o que impediu modernização e sustentação do crescimento.
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