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Questão FC280340

A história da organização sindical dos trabalhadores salineiros no Rio Grande do Norte constitui um importante campo de análise para compreender as relações entre o Estado, o capit

Questões sem classificação de assunto (História)

IDECAN · 2025

A história da organização sindical dos trabalhadores salineiros no Rio Grande do Norte constitui um importante campo de análise para compreender as relações entre o Estado, o capital e o mundo do trabalho na formação das classes sociais. Com base nessa perspectiva, identifique corretamente a dinâmica da luta de classes no contexto da extração de sal.

  1. A organização sindical dos salineiros foi uma concessão do Estado varguista, como parte da política de integração nacional das elites locais, sendo o trabalhador um elemento passivo na construção de seus direitos.
  2. O reconhecimento dos sindicatos na Era Vargas fortaleceu a hegemonia dos empresários da indústria do sal, ao cooptar os trabalhadores para uma lógica de disciplinamento da produção e eliminação das greves.
  3. A decadência da atividade salineira a partir da década de 1970 se deu predominantemente pela mecanização do processo produtivo, que eliminou os postos de trabalho e inviabilizou a existência dos sindicatos.
  4. O populismo varguista representou, para os trabalhadores, um pacto harmônico entre capital e trabalho, em que os interesses dos empregadores e empregados eram igualmente considerados e respeitados.
  5. As greves ocorridas ainda no século XIX e as formas autônomas de mobilização demonstram que os trabalhadores salineiros conquistaram seus direitos por sua própria luta, não sendo meros beneficiários de concessões do Estado.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa ressalta que as greves ainda no século XIX e as mobilizações autônomas dos salineiros demonstram o protagonismo dos trabalhadores na conquista de direitos.
Essas ações coletivas — paralisações, boicotes e formas locais de organização — nasceram da própria classe trabalhadora e de suas redes comunitárias, não de simples concessões estatais.

Esse protagonismo traduziu‑se na formação de sindicatos, no fortalecimento da consciência de classe e na pressão contínua sobre patrões e autoridades, forçando negociações e mudanças nas condições de trabalho.
Os repertórios de ação criados pelos salineiros perduraram além das oscilações políticas.

Portanto, a alternativa está correta ao apresentar a luta dos salineiros como um processo autônomo de afirmação dos interesses dos trabalhadores, elemento central para compreender a dinâmica da luta de classes no setor salinícola.
Reconhecer essa autonomia é essencial para interpretar as relações entre Estado, capital e trabalho na região.

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