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Questão FC280348

“Lucien Febvre, no contexto que presidiria a consolidação da Escola dos Annales na França, iria contrapor a esta frase uma outra: ‘Sem problema não há história’. Febvre estava alve

Questões sem classificação de assunto (História)

IDECAN · 2025

“Lucien Febvre, no contexto que presidiria a consolidação da Escola dos Annales na França, iria contrapor a esta frase uma outra: ‘Sem problema não há história’. Febvre estava alvejando, com esse dito, uma historiografia que considerava factual, meramente descritiva, fetichizadora do documento e do fato histórico, sempre tratado como algo dado previamente e que caberia ao historiador apenas desvelar. A perspectiva de Febvre era a de que a História deveria sempre ser reconstruída a partir do Presente de acordo com um problema e orientada pela formulação de hipóteses.”

(BARROS, José D’Assunção. Teoria da História. vol. I. Petrópolis: Vozes, 2011. p. 53.)

 

Assinale a afirmativa que melhor representa a concepção historiográfica defendida por Lucien Febvre.

  1. A historiografia deve priorizar biografias e eventos políticos, pois são os elementos que permitem uma reconstrução confiável e objetiva da História.
  2. A análise histórica deve ser feita sem interferências do tempo presente, pois os historiadores devem se afastar das influências contemporâneas ao interpretar o passado.
  3. A função primordial do historiador é preservar documentos e reconstituir narrativas do passado de maneira fiel, garantindo que os acontecimentos sejam apresentados sem interferências interpretativas.
  4. A História não é apenas uma mera descrição de fatos, mas um processo interpretativo no qual o historiador formula problemas e hipóteses a partir das demandas de seu próprio tempo.
  5. O historiador deve se guiar por fontes oficiais e estabelecer verdades ou verossimilhanças sobre o passado, pois a História é uma ciência exata que se baseia em registros confiáveis e definitivos.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa destaca que, para Lucien Febvre, a História é um ato de interpretação, não uma simples enumeração de eventos. O historiador não é um espelho que reflete fatos dados, mas um agente que formula um problema a ser investigado.

Partindo do seu presente, o pesquisador define questões e levanta hipóteses que orientam a leitura das fontes. Nesse sentido, o documento perde o estatuto de dado neutro: é interrogado conforme o problema proposto, exigindo crítica e contextualização.

Essa concepção, central na escola dos Annales, implica interdisciplinaridade e atenção a estruturas e mentalidades, não só a eventos isolados. Assim, História é reconstrução ativa, dinâmica e reflexiva.

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