Questão FC280356
“Uma fiação da comunidade científica é, atualmente, reticente a aceitar o fato de que o Homem penetrou no continente americano há mais de 30 mil anos, já que sua chegada à América
Questões sem classificação de assunto (História)
IDECAN · 2025
“Uma fiação da comunidade científica é, atualmente, reticente a aceitar o fato de que o Homem penetrou no continente americano há mais de 30 mil anos, já que sua chegada à América do Sul não poderia ser mais antiga do que 12 mil anos.”
(CARNEIRO, Manuela (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras/ FAPESP, 1992. p. 37.)
As descobertas da arqueóloga Niède Guidon, no Boqueirão da Pedra Furada, no Piauí, desafiaram as teorias predominantes sobre a chegada dos hominídeos à América. A partir disso, analise as afirmativas a seguir sobre as implicações dessa descoberta para o entendimento da ocupação humana na América, e assinale a correta.
- As ferramentas de pedra de 58 mil anos em Pedra Furada demonstram que a América foi inicialmente habitada por culturas de alto nível de sofisticação, que já dominavam técnicas avançadas de metalurgia.
- A comunidade científica aceitou amplamente as descobertas de Guidon, e a datação de 58 mil anos foi rapidamente incorporada ao consenso sobre a chegada dos humanos à América.
- A datação das descobertas feitas por Guidón é considerada errônea pela maior parte da comunidade científica, que já estabeleceu como verdadeira a hipótese de que a ocupação da América se deu nos últimos 12 mil anos.
- A descoberta de Guidon sugere que os primeiros humanos chegaram à América diretamente da África, há cerca de 10 mil anos, estabelecendo uma hipótese com datação mais recente para a ocupação do continente.
- A datação das ferramentas no Boqueirão da Pedra Furada a mais de 50 mil anos ofereceu uma visão renovada sobre a cronologia da ocupação humana na América, desafiando a visão tradicional dos 12 mil anos.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Boqueirão da Pedra Furada, estudado por Niède Guidon, apresentou níveis com artefatos e estruturas interpretadas como antrópicas e com datação superior a 50 mil anos. Essa antiguidade amplia significativamente a janela temporal da presença humana nas Américas.
Ao propor ocupação bem anterior aos ~12 mil anos clássicos, a descoberta sustenta a hipótese pré-Clóvis: populações humanas teriam chegado ao continente muito antes do que indicava o modelo tradicional, exigindo revisão da cronologia de povoamento.
As implicações incluem a necessidade de reavaliar rotas e tempos de migração (possibilidade de chegadas costeiras ou fluxos múltiplos), além de repensar processos tecnológicos e adaptativos das primeiras populações americanas.
Em suma, a datação >50 mil anos renovou o debate científico, impulsionando novas pesquisas e metodologias para reconstruir a ocupação humana nas Américas.
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