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Questão FC337482

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. História de uma praça Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de

Morfologia

FCC · 2024

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

 

História de uma praça

 

Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, Drummond não incluiu a si mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à imaginação criativa.

 

Mas há também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro.

 

O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando ainda se chamava Praça do Patrocínio, e aborda os principais acontecimentos que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocínio, a Escola de Comércio, o Centro Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação Cearense de imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza são algumas das instituições retratadas na obra.

 

É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos curiosos.

 

Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer. É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal.

 

(SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. Adaptado)

 

É importante que haja cronistas aplicados em pesquisas, para que fatos, lugares e personagens de outros tempos se mantenham vivos.


Em nova redação, a frase acima permanecerá correta e coerente caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

  1. Seria - houvesse  mantivessem
  2. Será - hajam - manterem
  3. Foi - houvessem - mantessem
  4. Teria sido - tenham havido - manteriam
  5. Terá sido - tivessem havido - manterão
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Gabarito

A

Comentário do professor

A opção escolhida usa corretamente a correlação verbal e a impessoalidade de haver.

O verbo “seria” é o futuro do pretérito (condicional). Em orações subordinadas que expressam hipótese ou condição, esse tempo se correlaciona com o pretérito imperfeito do subjuntivo, aqui representado por “houvesse”.

Além disso, haver no sentido de “existir” é impessoal, logo permanece na 3.ª pessoa do singular: houvesse.

A oração final é de finalidade (“para que”), exigindo modo subjuntivo. Como o sujeito dessa oração é plural (“fatos, lugares e personagens”), o verbo aparece em plural no pretérito imperfeito do subjuntivo: “mantivessem”.

Frase reconstituída: Seria importante que houvesse cronistas aplicados em pesquisas, para que fatos, lugares e personagens de outros tempos se mantivessem vivos.

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