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Questão FC337488

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo . "Que menino especula!" Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouv

Morfologia

FCC · 2024

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo .

"Que menino especula!"

 

Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouvir de um adulto: - Mas você é especula, hein? E eu via logo que ser um menino "especula" não devia ser muito bonito. Nem por isso guardava minhas armas de perguntador: continuava a especular sobre tudo o que não entendia. Eu ainda não conhecia a réplica justa a quem me acusasse de especula: - Mas perguntar não ofende ...

 

Mais tarde tive a minha vingança. Aprendi que especular é investigar, pesquisar, refletir ... Aprendi mais: que os homens muito curiosos, de muito antigamente, olhavam os astros no céu pra ver se entendiam a formação de suas andanças no espaço, seus movimentos regulares. Não contando ainda com a sofisticação de telescópios, valiam-se os antigos de um espelho, um "speculum: que fixavam no chão apontado para o alto. Na superfície plana do espelho refletiam-se os astros iluminados no céu, e nela os astrônomos pioneiros iam marcando a posição e os movimentos dos corpos celestes. Era Isso o que também se entendia por especular: observar algo por meio do reflexo de um espelho. Os primeiros astrônomos foram grandes especulas. Com o tempo, especulação passou a designar um processo mental abstrato, que formula hipóteses e elabora ideias. Pensamento especulativo, para muitos, é o princípio mesmo da inquirição filosófica, Portanto, fui mesmo, e com muita honra, um menino especula, sim senhor. Como quase todas as crianças, estava Interessado em saber quanta coisa havia entre o céu e a terra que ia além da nossa filosofia, ou dos nossos olhos terrestres. Da minha maneira, acionava o espelho da minha curiosidade para saber mais coisas dos astros do céu, do tempo cósmico, do destino das esferas - coisas que mesmo um telescópio espacial está longe de conseguir esclarecer, para poder satisfazer os e temos meninos especulas.

 

(Alceblades Villanova, a editar)

 

É plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na seguinte construção:

  1. Eu entendi que ser especula não devesse ser muito elogioso, sobretudo quando sou assim acusado.
  2. Os homens mais curiosos analisavam os astros na esperança de que viessem a entender seus périplos no céu.
  3. Os antigos valiam-se de um espelho quando pretendam demarcar a posição e os movimentos dos astros.
  4. Especular passou a ser um processo que formulara hipóteses e ideias que instiguem a curiosidade humana.
  5. Estou interessado em saber o que houvesse entre o céu e a terra, além do que ensinasse a nossa filosofia.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Na frase, o verbo principal analisavam está no pretérito imperfeito do indicativo, marcando ação habitual no passado. A oração subordinada introduzida por na esperança de que expressa desejo/expectativa, o que exige o modo subjuntivo.

Por isso, o uso de viessem — pretérito imperfeito do subjuntivo — é adequado: respeita a correlação de tempos, pois uma expectativa relativa ao passado mantém-se no passado do subjuntivo.

A locução viessem a entender acrescenta a ideia de possibilidade/chegada a um entendimento, compatível com a noção de expectativa expressa por na esperança de que.

Assim, a construção mantém coerência temporal e semântica entre a oração principal e a subordinada, justificando a alternativa correta.

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