FC ConcursosFC Concursos

Questão FC337596

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. O cantar de um hino Já na origem grega da palavra hino (húmnos) está à sentido de canto, de cantar. Também se diz que “canta su

Semântica

FCC · 2024

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

 

O cantar de um hino

 

Já na origem grega da palavra hino (húmnos) está à sentido de canto, de cantar. Também se diz que “canta sua lerra” quem decide homenageá-la. Um hino é a homenagem que se presta à energia da natureza de um lugar, aos seus habitantes mais empenhados, à sua origem histórica, à sua vocação política. Nenhum desses compromissos falta ao Hino de Fortaleza, cujas palavras compós o escritor cearense Gustavo Barroso (1885-1959).

 

A natureza comparece no “emplumado e virente coqueiro”, nas “areias de prata”, na “manhã cristalina”; jangadas e jangadeiros são icones locais que nos ocorrem imediatamente; um nome como lracema, da tabajara “com alma de virgem”, acusa a presença forte dos povos originais; e a menção aos “escravos partindo os grilhões” é uma celebração da resistência do cativo.

 

A um hino não costuma faltar um refrão — lugar onde a poesia se condensa e se repete ritualmente, que costuma ter grande efeito numa interpretação coral. O refrão escolhido pelo poeta desse hino invoca o nome querido e reiterado, a natureza luminosa e o compromisso afetivo dos filhos do lugar, ainda quando distantes: “Fortaleza! Fortaleza! / Irmã do Sol e do mar“ Fortaleza! Fortaleza!” Sempre havemos de te amar”. Todos esses atributos, insiste o poeta, trarão de volta quem do lugar amado se afaste, pois tais encantos “Não se apagam no seu coração” — como diz o verso que arremata a homenagem prestada a Fortaleza com o hino de um filho seu.

 

(Justiniano Almeida Cunha, inédito)

 

É correta e coerente a nova forma dada a um segmento do texto em:

  1. celebração da resistência do cativo (2º parágrafo) = enaltecimento da resiliência do aprisionado
  2. não costuma faltar um refrão (3º parágrafo) = não convém ressalvar um estribilho
  3. Já na origem grega (...) está o sentido de canto (1º parágrafo) = mesmo originalmente o canto grego linha sentido
  4. homenagem que se presta (1º parágrafo) = louvor do qual se habilita
  5. que nos ocorrem imediatamente (2º parágrafo) = os quais nos acorrem de antemão
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

A

Comentário do professor

A reescrita “enaltecimento da resiliência do aprisionado” preserva com fidelidade o sentido do trecho original.

O substantivo celebração é equivalente a enaltecimento pelo mesmo valor de louvor ou destaque positivo dado a alguém ou algo.

Os termos resistência e resiliência compartilham a ideia central de capacidade de suportar e superar adversidades; assim, a troca mantém a carga semântica do período.

Finalmente, cativo e aprisionado são sinônimos diretos, referindo‑se à pessoa privada de liberdade, o que assegura coerência referencial.

Do ponto de vista sintático, a estrutura nominal permanece inalterada (substantivo + complemento), garantindo, portanto, adequação estilística e semântica ao contexto do texto fonte.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo