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Questão FC337661

Atenção: para responder a questão a seguir, leia o texto abaixo. Temos a tendência de memorizar os fatos de nossa vida, positivos ou negativos, que apresentam alta carga emocional.

Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)

FCC · 2024

Atenção: para responder a questão a seguir, leia o texto abaixo.

 

Temos a tendência de memorizar os fatos de nossa vida, positivos ou negativos, que apresentam alta carga emocional. Isso envolve estruturas cerebrais, como a amígdala, e redes neurais, como o sistema dopaminérgico, mais conhecido como sistema de recompensa.

 

Considerando nossas memórias autobiográficas, a notícia ruim é que não temos autonomia para decidir o que vai ser memorizado. Fatores como transtornos depressivos, transtornos de ansiedade mesmo o estresse afetam o processamento de memória em todas as suas fases, sejam elas a de aquisição, a de consolidação & a de recuperação da lembrança.

 

O que vivenciamos no dia a dia pode - ou não — ser memorizado. E isso é bom, pois informações ou vivências irrelevantes são mantidas apenas por curto período de tempo no nosso cérebro. É o que se denomina de memória de curta duração.

 

Outras informações ou vivências perduram por dias, meses e até por toda a vida. São as chamadas memórias de longa dir ração. Logo, temos sistemas de curta e de longa duração. E essas informações consolidadas no sistema de longa duração têm conteúdos específicos.

 

Em relação a esses conteúdos, as memórias podem ser classificadas em “tipos” ou categorias diferentes: memórias não-declarativas, como as de procedimento (andar de bicicleta ou nadar, por exemplo). que são, após consolidadas, realizadas de forma automática; memórias declarativas, que podem ser autobibliográficas ou semânticas (como o conhecimento que você tem de biologia).

 

A capacidade de reorganização e adaptação do cérebro pode ser induzida ou facilitada mediante a aprendizagem. Por isso, é muito importante aprender coisas novas sempre, e o envelhecimento não é desculpa para o chamado sedentarismo intelectual.

 

(Adaptado de: SOARES, Edvaldo. Disponível em: https://thoconversation.com)

 

é muito importante aprender coisas novas sempre, e o envelhecimento não é desculpa para o chamado sedentarismo intelectual

 

O emprego da vírgula que antecede a conjunção “e” se justifica porque

  1. indica a omissão de um verbo.
  2. está precedida por uma oração intercalada.
  3. equivale a “mas”.
  4. liga orações com sujeitos diferentes.
  5. separa orações coordenadas.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Em regra, não se usa vírgula antes da conjunção e. Contudo, há exceção: quando e liga orações com sujeitos diferentes. Nesses casos a vírgula assinala a separação entre as ideias e evita ambiguidade.

No enunciado: é muito importante aprender coisas novas sempre, e o envelhecimento não é desculpa para o chamado sedentarismo intelectual. A primeira oração tem sujeito oracional (a ação "aprender coisas novas sempre" funciona como sujeito). A segunda oração apresenta sujeito explícito: o envelhecimento.

Como os sujeitos são distintos, a vírgula antes de e está justificada para marcar essa mudança de sujeito e garantir clareza.

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