Questão FC337707
Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. “Na medida do possível” Nada mais elegante que dizer “na medida do possível”. Que seria de nós sem a medida do possível? Sem
Concordância (Verbal e Nominal)
FCC · 2025
Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
“Na medida do possível”
Nada mais elegante que dizer “na medida do possível”. Que seria de nós sem a medida do possível? Sem a sensatez do senso de medida? Nada melhor do que viver — viver na medida do possível. “Você me ama?” “Na medida do possível”. “Você é honesto?" “Na medida do possível." “Você quer viver eternamente?" “Na medida do possível”. “Você está me dando o fora?" “Na medida do possível”.
Falando agora mais a sério, essa expressão é também um índice da maturidade modesta: pode indicar o cuidado realista de quem prefere não exagerar em nada e contar com os imprevistos, com os grandes obstáculos que surgem inopinadamente. Ela será mais comumente utilizada por adultos, por pessoas já experientes; difícil imaginar jovens dizendo “na medida do possível”, quando a tendência deles é contar com medidas radicais.
Entre as correntes filosóficas, talvez a do estoicismo seja a que melhor absorva a força dessa expressão. Um estoico não desafia as forças do destino: ele as respeita e conta sempre com a possibilidade de deparar com um desafio invencível, diante do qual ele manterá uma reação sóbria de quem resiste, sim, mas na medida do possível. Na linguagem comum, um estoico seria aquele que se recusa a dar murro em ponta de faca. Ele buscará se conter, na medida do possível.
(Alcino Martinez, a editar)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para integrar corretamente a frase:
- (Ser) em expressões como a do título do texto que se acentuam o temperamento de que quem as usa.
- Ainda que (ensejar) momentos de humor, a expressão do titulo é abordada de modo mais sisudo.
- Não (caber) aos mais jovens adotar reações que só a experiência dos mais velhos podem assumir.
- Contra as correntes filosóficas mais idealistas (reagir) a sensatez dos estoicos mais realistas.
- Não (surpreender) jamais as forças do destino a quem as reconhece em sua plena intensidade.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Na frase correta — Não surpreendem jamais as forças do destino a quem as reconhece em sua plena intensidade — o verbo aparece no plural: surpreendem.
Isso ocorre porque o termo "as forças do destino" é o sujeito da oração e está no plural (núcleo: forças); o verbo deve concordar com o sujeito em número e pessoa, portanto, 3ª pessoa do plural.
A ordem sintática aqui é inversa (verbo antes do sujeito), o que pode induzir erro, mas a regra de concordância permanece: o verbo concorda com o sujeito real, mesmo quando este vem depois. Partículas negativas como não ou advérbios como jamais não alteram essa concordância.
Assim, a forma correta é "Não surpreendem jamais as forças do destino...", pois são as forças (plural) que não surpreendem.
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