Questão FC337717
Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. Leis dos homens e leis da Natureza Enquanto as leis dos homens buscam ordenar o comportamento dos indivíduos e da sociedade com
Concordância (Verbal e Nominal)
FCC · 2024
Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.
Leis dos homens e leis da Natureza
Enquanto as leis dos homens buscam ordenar o comportamento dos indivíduos e da sociedade como um todo, de modo a tornar a vida comunal mais segura, as leis da Natureza são deduzidas de observações de toda uma variedade de fenômenos. Da mesma forma, enquanto as leis dos homens são baseadas em valores morais que variam de cultura para cultura e conforme o decorrer do tempo, as leis da Natureza buscam uma universidade, tentando descrever comportamentos concretos - e verificáveis - que ocorrem no espaço e no tempo.
Com isso, se para um grupo certos rituais são aceitáveis, enquanto para outro os mesmos rituais são considerados bárbaros, estrelas em todo o cosmos vêm fundindo hidrogênio em hélio seguindo as mesmas regras desde o seu aparecimento, por volta de 200 milhões de anos após o Big Bang. Se em alguns países a pena de morte é um ato imoral, enquanto em outros é instituída com um zelo quase que fanático, moléculas em trilhões de planetas e luas nesta e em outras galáxias combinam-se e recombinam-se em reações químicas que seguem as mesmas leis de conservação, de atração e repulsão entre os reagentes.
As variações nas leis dos homens mostram que pouco sabemos sobre nós mesmos, e tampouco conseguimos concordar sobre quais são os valores morais universais, ou mesmo se esses existem. Por outro lado, a precisão das leis da Natureza, sua universalidade, vem inspirando muitos pensadores a usá-las como base para todas as leis, incluindo as leis dos homens. Basta lembrar-se da busca de leis sociais, fundamentadas rigidamente na racionalidade que caracterizou o Iluminismo. Essa busca não começou aí, existindo já bem antes do século XVIII. Consideremos, por exemplo, Platão e suas Formas Ideais: há no pensamento desse filósofo da Antiguidade, um senso de veneração com o poder da matemática, e ainda mais com o poder da mente humana, por ter concebido o que pareciam ser verdades eternas a partir da observação do comportamento da Natureza.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A Ilha do conhecimento. Rio de Janeiro: Record, 2023. 7.ed., p. 288-289)
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
- Às variações das leis dos homens não se submetem a rígida regularidade das leis naturais.
- Sempre haverá filósofos que busquem nas leis naturais o que os inspire no âmbito das leis humanas.
- Não cabem às leis dos homens buscar corrigir ou disciplinar as leis da natureza.
- Regem-se pelos princípios da natureza toda manifestação de fenômenos que independem da ação humana.
- Impõem-se aos que defendem a pena de morte que se amparem em justificativas cabíveis.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Haverá está correto porque, no sentido de "existir", o verbo haver é impessoal e permanece sempre na 3.ª pessoa do singular.
Em seguida, a oração relativa "que busquem nas leis naturais..." tem como referente filósofos. O pronome relativo que funciona como sujeito da oração subordinada, mas a concordância se faz com o referente, portanto o verbo fica no plural.
Por fim, em "o que os inspire", o núcleo do objeto antecedente é o pronome demonstrativo o (que pode ser trocado por aquilo). Esse referente é singular, por isso o verbo inspire vem no singular, mesmo que o objeto direto "os" seja plural.
Assim, os três verbos estão adequadamente flexionados: impessoal (singular), concordância com o referente plural e concordância com o demonstrativo singular.
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