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Questão FC337719

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. História de uma praça Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de

Concordância (Verbal e Nominal)

FCC · 2024

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

 

História de uma praça

 

Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, Drummond não incluiu a si mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à imaginação criativa.

 

Mas há também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro.

 

O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando ainda se chamava Praça do Patrocínio, e aborda os principais acontecimentos que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocínio, a Escola de Comércio, o Centro Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação Cearense de imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza são algumas das instituições retratadas na obra.

 

É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos curiosos.

 

Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer. É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal.

 

(SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. Adaptado)

 

Toda forma verbal concorda com seu sujeito em:

  1. Muitas vezes couberam a alguns funcionários públicos ocuparem os intervalos de seu tempo com a criação literária.
  2. Cercavam-se de papéis, lápis e canetas quem, nos escritórios, viam nesses instrumentos estímulos para a literatura.
  3. Foi para resgatarem os primórdios daquela praça que o funcionário do tribunal lançou-se às pesquisas que leve tanto empenho seu.
  4. É preciso que haja cronistas empenhados na reconstituição de fatos históricos que, sem seu trabalho, se apagariam no tempo.
  5. Importam muito que os pesquisadores se empenhem na reconstituição de histórias que com tanta frequência se perde no esquecimento.
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Gabarito

D

Comentário do professor

É preciso que haja apresenta o verbo haver com valor impessoal (no sentido de existir). Verbos impessoais não têm sujeito e, por isso, permanecem sempre na 3ª pessoa do singular — daí haja e não *hajam*.

A oração relativa "que, sem seu trabalho, se apagariam no tempo" retoma o substantivo fatos históricos, que está no plural; portanto, o verbo da oração subordinada deve concordar com esse referente e vir no plural — por isso apagariam.

Além disso, a construção com sem introduz uma situação hipotética, compatível com a forma verbal usada (apagariam), que expressa ideia de consequência não efetivada sem a ação dos cronistas.

Conclusão: haja está correto por impessoalidade; apagariam está correto por concordar com fatos históricos.

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