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Questão FC337733

Leia o texto abaixo para responder a questão. Quase todos os dias, quando era criança, Safico tinha como tarefa levar almoço para o pai no trabalho. O menino, então com cerca de 12

Concordância (Verbal e Nominal)

FCC · 2023

Leia o texto abaixo para responder a questão.

 

Quase todos os dias, quando era criança, Safico tinha como tarefa levar almoço para o pai no trabalho. O menino, então com cerca de 12 anos, ficava observando o pai pescar. Com a tarrafa em mãos, um tipo de rede circular com pesos distribuídos nas bordas, o homem esperava um sinal para jogá-la na água e pegar os peixes. O sinal vinha de golfinhos – também chamados de botos em algumas regiões do país – na forma de movimentos especialmente vigorosos, como uma batida na água com a cabeça ou a cauda, ou um nado rápido seguido de um mergulho. Em resposta, o pescador lançava a tarrafa e conseguia capturar as tainhas. Há mais de 50 anos Safico, 71, pesca exatamente da mesma forma que o pai: com ajuda dos botos.

 

Pode parecer história de pescador, mas não aconteceu apenas com Wilson Francisco dos Santos – o Safico – e sua família. Boa parte das centenas de pescadores da região de Laguna, em Santa Catarina, pratica a pesca com botos. Segundo o relato das pessoas que vivem há muitos anos na área, a atividade ocorre há mais de 140 anos. A tradição é tão enraizada que os “animais ajudantes” são chamados de trabalhadores. [...] Safico e seus colegas de trabalho sabem exatamente como diferenciar cada um dos animais pela coloração ou forma como eles emitem o sinal que autoriza a “tarrafada”.

 

Desde os anos 1980, pesquisadores da capital catarinense observam e tentam entender melhor essa interação entre os pescadores e os golfinhos nariz-de-garrafa. [...] A interação acontece em um espaço de tempo muito curto: são cerca de 7 segundos entre o sinal do boto e o movimento do pescador, que tem 17 vezes mais chances de capturar peixes quando sincroniza suas ações com as dos animais. Os pescadores também pescam quatro vezes mais peixes com ajuda dos “colegas de trabalho”.

 

(Adaptado de: NASA, Letícia. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br. 01/03/2023)

 

A frase cujo verbo pode ser flexionado em uma forma do plural, sem prejuízo para a correção e sem que nenhuma outra alteração seja feita, está em:

  1. quando sincroniza suas ações com as dos animais.
  2. Boa parte das centenas de pescadores da região de Laguna, em Santa Catarina, pratica a pesca com botos.
  3. mas não aconteceu apenas com Wilson Francisco dos Santos - o Safico - e sua família.
  4. O menino, então com cerca de 12 anos, ficava observando o pai pescar.
  5. o movimento do pescador, que tem 17 vezes mais chances.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Na frase selecionada, o sujeito é formado por uma expressão partitiva: Boa parte de + termo no plural ("as centenas de pescadores"). Esse tipo de construção admite concordância de duas maneiras: com o núcleo partitivo (singular) ou com o termo plural que lhe segue (plural).

Por isso o verbo pode aparecer tanto em pratica (3ª pessoa do singular), concordando com o sentido coletivo da expressão partitiva, quanto em praticam (3ª pessoa do plural), concordando com o substantivo plural "pescadores", sem que seja necessária qualquer alteração adicional na oração.

Em resumo: a presença da locução partitiva autoriza ambas as flexões verbais, mantendo a correção sintática e sem alterar o sentido básico da frase.

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