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Questão FC337768

Leia o texto abaixo para responder a questão. Quase todos os dias, quando era criança, Safico tinha como tarefa levar almoço para o pai no trabalho. O menino, então com cerca de 12

Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)

FCC · 2023

Leia o texto abaixo para responder a questão.

 

Quase todos os dias, quando era criança, Safico tinha como tarefa levar almoço para o pai no trabalho. O menino, então com cerca de 12 anos, ficava observando o pai pescar. Com a tarrafa em mãos, um tipo de rede circular com pesos distribuídos nas bordas, o homem esperava um sinal para jogá-la na água e pegar os peixes. O sinal vinha de golfinhos – também chamados de botos em algumas regiões do país – na forma de movimentos especialmente vigorosos, como uma batida na água com a cabeça ou a cauda, ou um nado rápido seguido de um mergulho. Em resposta, o pescador lançava a tarrafa e conseguia capturar as tainhas. Há mais de 50 anos Safico, 71, pesca exatamente da mesma forma que o pai: com ajuda dos botos.

 

Pode parecer história de pescador, mas não aconteceu apenas com Wilson Francisco dos Santos – o Safico – e sua família. Boa parte das centenas de pescadores da região de Laguna, em Santa Catarina, pratica a pesca com botos. Segundo o relato das pessoas que vivem há muitos anos na área, a atividade ocorre há mais de 140 anos. A tradição é tão enraizada que os “animais ajudantes” são chamados de trabalhadores. [...] Safico e seus colegas de trabalho sabem exatamente como diferenciar cada um dos animais pela coloração ou forma como eles emitem o sinal que autoriza a “tarrafada”.

 

Desde os anos 1980, pesquisadores da capital catarinense observam e tentam entender melhor essa interação entre os pescadores e os golfinhos nariz-de-garrafa. [...] A interação acontece em um espaço de tempo muito curto: são cerca de 7 segundos entre o sinal do boto e o movimento do pescador, que tem 17 vezes mais chances de capturar peixes quando sincroniza suas ações com as dos animais. Os pescadores também pescam quatro vezes mais peixes com ajuda dos “colegas de trabalho”.

 

(Adaptado de: NASA, Letícia. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br. 01/03/2023)

 

[o pescador] tem 17 vezes mais chances de capturar peixes quando sincroniza suas ações com as dos animais.

 

Transpondo-se o trecho sublinhdo para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

  1. foi sincronizada
  2. sincronizaram
  3. eram sincronizados
  4. são sincronizadas
  5. é sincronizado
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Gabarito

D

Comentário do professor

Na passagem em análise o verbo está na voz ativa: sincroniza (presente do indicativo). Ao passá-lo para a voz passiva analítica, usa-se o auxiliar ser no mesmo tempo e o particípio do verbo principal.

O objeto direto da ativa — duas ações — passa a ser o sujeito paciente da passiva, exigindo concordância em gênero e número. Como está no feminino plural, o particípio também deve ficar no feminino plural: sincronizadas. O auxiliar ser, no presente do indicativo e na 3.ª pessoa do plural, resulta em são.

Assim, a forma correta é são sincronizadas (com possibilidade de completar: duas ações são sincronizadas pelo pescador), respeitando tempo verbal e concordância.

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