Questão FC337772
Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que pon
Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
FCC · 2023
Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.
A ilha do conhecimento
Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que ponto podemos compreendera natureza da realidade?
O que vemos no mundo é uma infima fração do que existe. Muito do que existe é invisivel aos olhos, mesmo quando aumentamos nossa percepção sensorial com telescópios. microscópios e outros instrumentos de exploração. Tal como nossos sentidos, todo instrumento tem um alcance limitado. Como muito da Natureza permanece oculto, nossa visão de mundo é baseada apenas na fração da realidade que podemos medir e analisar. A ciência, nossa narrativa descrevendo aquilo que vemos e que conjecturamos existir no mundo natural, é, portanto, necessariamente limitada. contando-nos apenas parte da história. Quanto à outra parte, que nos é inacessível, pouco podemos afirmar. Porém, dados os sucessos do passado, temos confiança de que, passado tempo suficiente, parte do que hoje é mistério será incorporado na narrativa científica — desconhecimento se tornará conhecimento.
Essa visão dos nossos limites nada tem de anticientífica ou derrotista. Também não se trata de uma proposta para que sucumbamos a algum obscurantismo religioso. Pelo contrário, o impulso criativo, o desejo que temos de sempre querer saber mais, vem justamente do flerte com o mistério, da compulsão que temos de ir além das fronteiras do conhecido. O não saber é a musa do saber.
Nos últimos duzentos anos, avanços na fisica, na matemática e, mais recentemente, nas ciências da computação, nos ensinaram que a própria Natureza tem um comportamento esquivo do qual não podemos escapar. A própria Natureza — ao menos como nós percebemos — opera dentro de certos limites. O filósofo grego Heráclito já havia percebido isso quando escreveu, 25 séculos atrás, que “A Natureza ama esconder-se”.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A ilha do conhecimento. São Paulo: Editora Record, 2023, p. 13-14 e 19)
Transpondo-se para a voz passiva a frase até que ponto podemos compreender a natureza da realidade? (1º parágrafo), a forma verbal a se adotar deverá ser
- poderá ter sido compreendida
- podemos ter compreensão
- podia compreender-se
- pode ser compreendida.
- se poderia compreender
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Gabarito
D
Comentário do professor
A frase em análise é "até que ponto podemos compreender a natureza da realidade?"
Trata-se de uma locução verbal poder + infinitivo na voz ativa; o verbo principal é compreender. Para passar à voz passiva analítica usa-se a estrutura ser + particípio.
O objeto direto natureza da realidade passa a ser sujeito paciente; por isso o verbo concorda com esse núcleo feminino/singular.
Mantendo o tempo (presente), podemos (1ª pessoa do plural) torna-se pode (3ª pessoa do singular) para concordar com "natureza". Insere-se o verbo ser no infinitivo antes do particípio: resulta em pode ser compreendida, com "compreendida" no feminino/singular.
O agente da passiva fica explícito ou subentendido: por nós.
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