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Questão FC337792

A inveja é uma forma de contemplação ressentida pelo sucesso dos outros, imbuída do desejo último de possuí-lo. Sabe-se que ela nunca é geral, mas particular, direcionada a atribut

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

FCC · 2024

A inveja é uma forma de contemplação ressentida pelo sucesso dos outros, imbuída do desejo último de possuí-lo. Sabe-se que ela nunca é geral, mas particular, direcionada a atributos específicos do próximo. O objeto da inveja é inatingível, mas, muitas vezes, causa no invejoso a ilusão do contrário, envolvendo-o em um eterno ciclo de busca. De maneira paradoxal, ela toma conta de todo o seu corpo, física e psiquicamente.

 

Sabe-se que a inveja é tão perniciosa que os invejosos estão dispostos a destituir os outros de seus benefícios, ainda que, para tanto, seja necessário que eles mesmos sofram uma perda, podendo, inclusive, pôr fim à existência daquilo que beneficia sua própria vida. Ela não segue a lógica da coerência ou do sentido. A inveja é irracional, incontrolável e autodestrutiva. Muitos de nós devem ter visto com os próprios olhos.

 

Das 14 figuras que representam o vicio e a virtude, pintadas por Giotto na capela Arena, em Pádua, a inveja é que desempenha o papel mais significativo. Na rigorosa geometria espacial de seu programa de afrescos, Giotto pintou a Inveja em frente e em oposição à alegoria da Caridade. O confronto é um choque entre dois mundos diametralmente opostos: um do egoísmo e avareza e outro da generosidade plena.

(Adaptado de:FIDELIS, Gaudêncio. Revista Cult. Acesso em: 06/02/2024)

 

A inveja é uma forma de contemplação ressentida pelo sucesso dos outros, imbuída do desejo último de possuí-lo [...] envolvendo-o em um eterno ciclo de busca.

 

Os pronomes sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:

  1. desejo - ciclo
  2. desejo - eterno
  3. sucesso - invejoso
  4. sucesso - ciclo
  5. último - invejoso
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A análise recai sobre a coesão por referência pessoal: os pronomes oblíquos retomam termos já presentes no enunciado.

Em possuí-lo, o clítico lo refere-se ao substantivo masculino singular sucesso — é o sucesso alheio que o invejoso deseja possuir. A forma "lo" corresponde ao pronome o acrescentado depois de verbos terminados em R (aqui, possuir), por isso aparece como possuí-lo.

Em envolvendo-o, o clítico o retoma o agente afetado pela ilusão: o indivíduo tomado pela inveja, ou seja, o invejoso (masculino singular). Assim, ambos os pronomes mantêm concordância de gênero e número com seus antecedentes e asseguram a coerência referencial do trecho.

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