Questão FC337848
Atenção: Leia o texto para responder a questão a seguir. Vladimir Maiakóvski: o profeta de um tempo que rugia Apenas nove meses após a publicação do único livro do paraibano August
Linguagem
FCC · 2024
Atenção: Leia o texto para responder a questão a seguir.
Vladimir Maiakóvski: o profeta de um tempo que rugia
Apenas nove meses após a publicação do único livro do paraibano Augusto dos Anjos, Vladimir Maiakôvski lançava em Moscou sua primeira obra com título igual em russo: "Eu!".
Ao contrário de Augusto dos Anjos, a família de Maiakóvski não pertencia à aristocracia. Vladimir, que deu ao filho o seu nome, era um agente florestal na pequena Bagdádl, na Geórgia, à época Integrante do império russo. Se Augusto dos Anjos valia-se da técnica do impressionismo para a composição de suas metáforas, Maiakóvski dava a impressão de imaginar pinturas cubistas e, em seguida, escrever um poema a partir dos quadros que existiam só na sua cabeça, transpondo para a escrita técnicas das artes plásticas.
Em 1913, ao estrear na literatura, Maiakóvski não só pressentia a vibração do novo mundo que chegaria como o celebrava a plenos pulmões. Ao amigo, e colega de futurismo, Boris Pasternak, Maiakóvski disse algo que poderia muito bem ser repelido a Augusto dos Anjos: "O senhor ama o relâmpago no céu enquanto eu, o ferro elétrico".
(Disponível em: https://pernambucorevista.com.br/.Adaptado)
No título do artigo verifica-se o emprego da seguinte figura de linguagem:
- antítese.
- eufemismo.
- pleonasmo.
- personificação.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Personificação (ou prosopopeia) é a atribuição de características, ações ou sentimentos humanos a seres inanimados, fenômenos da natureza ou conceitos abstratos.
No título "Vladimir Maiakóvski: o profeta de um tempo que rugia", o substantivo tempo recebe o verbo rugia, que expressa ação intensa e vociferante típica de seres animados. Assim, um elemento abstrato passa a agir como ser humano/animal.
Esse recurso cria imagem vívida e emotiva: transforma o tempo em agente agressivo e estrondoso, sugerindo tumulto histórico e energia poética. A figura reforça o caráter dramático e profético atribuído ao autor.
Ex.: "a cidade chorou", "o vento sussurrou" — casos análogos de personificação.
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