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Questão FC338154

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. História de uma praça Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

FCC · 2024

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

 

História de uma praça

 

Numa crônica antiga, intitulada “A rotina e a quimera”, Carlos Drummond de Andrade considerava o fato de que grandes escritores brasileiros, a começar por Machado de Assis, eram também funcionários públicos. Na lista numerosa, Drummond não incluiu a si mesmo, funcionário que foi de mais de um órgão público. A “rotina” do funcionário, outrora cercado de blocos de papéis, lápis e canetas, muitas vezes levava-o à “quimera”, ao universo da ficção e à imaginação criativa.

 

Mas há também funcionários cuja quimera é, na verdade, a pesquisa histórica. Valem-se de seu talento e de sua disposição para investigar a origem de nomes, de lugares, de fatos primordiais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Eliézer Rodrigues, veterano assessor de imprensa da Justiça do Trabalho do Ceará. Dedicou-se a pesquisar dados e a escrever um livro — “Praça José de Alencar - Tempos e viventes”. Já de si, o título indica o âmbito do livro.

 

O jornalista escritor resgata os primórdios dessa praça de Fortaleza, quando ainda se chamava Praça do Patrocínio, e aborda os principais acontecimentos que envolveram as edificações e pessoas que já habitaram seu entorno. O prédio da Fênix Caixeiral, a Igreja do Patrocínio, a Escola de Comércio, o Centro Médico, o Instituto de Patrimônio Histórico, o Lord Hotel, o INSS, a Associação Cearense de imprensa e a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Fortaleza são algumas das instituições retratadas na obra.

 

É importante haver cronistas desse porte para que a história de um lugar e de seus personagens se mantenha viva. Políticos, militares, empresários, intelectuais, artistas, músicos, juristas, celebridades, médicos, comerciantes e cidadãos comuns são alguns dos personagens reais que envolvem as tramas retratadas. Até mesmo uma cigana e um fantasma protagonizam causos curiosos.

 

Vê-se que a “quimera” desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer. É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse público, a que dá a força de uma permanência temporal.

 

(SÁ, Herculano Perez de. Com apoio na página eletrônica https://www.trt7.jus.br. Adaptado)

 

Atente para estas duas afirmações:

 

I. A rotina e à quimera podem ser complementares.

II. Alguns funcionários alternam a rotina e a quimera.

 

Essas afirmações integram-se com clareza, correção e coerência neste período único:

  1. Podendo ser complementares, a rotina e a quimera se alternam para alguns funcionários.
  2. Conquanto alternadas, alguns funcionários complementam-se com a rotina e a quimera.
  3. O uso de alguns funcionários da rotina e da quimera mostra que bem podem suprir-se.
  4. Sendo alternadas não se excluem completamente a rotina e a quimera dos funcionários.
  5. Alguns funcionários, diante de tal alternativa, tornam complementares a rotina e a quimera.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Podendo ser complementares introduz uma possibilidade: admite que rotina e quimera não são mutuamente exclusivas, podendo coexistir de modo complementar.

Na oração principal, a rotina e a quimera são o sujeito composto e o verbo concorda no plural: se alternam. Essa locução verbal expressa a ideia de alternância entre dois estados.

O complemento para alguns funcionários localiza a ação: indica que a alternância acontece no âmbito de certos servidores, como descrevem as assertivas.

Assim, a frase reúne com clareza a afirmação I (possibilidade de complementaridade) e a afirmação II (alguns funcionários alternam rotina e quimera), sendo gramatical e semanticamente coerente.

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