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Questão FC338193

Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que pon

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

FCC · 2023

Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

 

A ilha do conhecimento

 

Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que ponto podemos compreendera natureza da realidade?

 

O que vemos no mundo é uma infima fração do que existe. Muito do que existe é invisivel aos olhos, mesmo quando aumentamos nossa percepção sensorial com telescópios. microscópios e outros instrumentos de exploração. Tal como nossos sentidos, todo instrumento tem um alcance limitado. Como muito da Natureza permanece oculto, nossa visão de mundo é baseada apenas na fração da realidade que podemos medir e analisar. A ciência, nossa narrativa descrevendo aquilo que vemos e que conjecturamos existir no mundo natural, é, portanto, necessariamente limitada. contando-nos apenas parte da história. Quanto à outra parte, que nos é inacessível, pouco podemos afirmar. Porém, dados os sucessos do passado, temos confiança de que, passado tempo suficiente, parte do que hoje é mistério será incorporado na narrativa científica — desconhecimento se tornará conhecimento.

 

Essa visão dos nossos limites nada tem de anticientífica ou derrotista. Também não se trata de uma proposta para que sucumbamos a algum obscurantismo religioso. Pelo contrário, o impulso criativo, o desejo que temos de sempre querer saber mais, vem justamente do flerte com o mistério, da compulsão que temos de ir além das fronteiras do conhecido. O não saber é a musa do saber.

 

Nos últimos duzentos anos, avanços na fisica, na matemática e, mais recentemente, nas ciências da computação, nos ensinaram que a própria Natureza tem um comportamento esquivo do qual não podemos escapar. A própria Natureza — ao menos como nós percebemos — opera dentro de certos limites. O filósofo grego Heráclito já havia percebido isso quando escreveu, 25 séculos atrás, que “A Natureza ama esconder-se”.

 

(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A ilha do conhecimento. São Paulo: Editora Record, 2023, p. 13-14 e 19)

 

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente um segmento do texto em:

  1. vem justamente do flerte com o mistério (3º parágrafo) = de fato deriva de um namoro com o oculto
  2. uma infima fração do que existe (2º parágrafo) = uma irrelevante potenciação da existência
  3. fração da realidade que podemos medir (2º parágrafo) = aspecto real quase incomensurável
  4. conjecturamos existir no mundo natural (2º parágrafo) = incluimo-nos supostamente na natureza
  5. compulsão que temos de ir além (3º parágrafo) = intento que admitimos ao avançar
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Gabarito

A

Comentário do professor

"Vem justamente" corresponde a "de fato deriva" porque ambas expressões indicam origem ou causa com ênfase: apontam que algo decorre precisamente daquela fonte.

O termo "flerte" é metafórico, sugerindo um envolvimento leve e provocador; "namoro" preserva essa figura (relação íntima, prolongada) sem torná‑la literal. Assim, a nuance de aproximação curiosa permanece.

"Mistério""oculto" são equivalentes semânticos aqui: referem‑se ao desconhecido que estimula a investigação. A tradução mantém o sentido de que a curiosidade nasce desse contato com o não‑dito.

Portanto, a versão apresentada preserva tanto o tom figurado quanto a relação de causa entre o impulso criativo e o envolvimento com o desconhecido.

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