Questão FC338194
Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que pon
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FCC · 2023
Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.
A ilha do conhecimento
Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que ponto podemos compreendera natureza da realidade?
O que vemos no mundo é uma infima fração do que existe. Muito do que existe é invisivel aos olhos, mesmo quando aumentamos nossa percepção sensorial com telescópios. microscópios e outros instrumentos de exploração. Tal como nossos sentidos, todo instrumento tem um alcance limitado. Como muito da Natureza permanece oculto, nossa visão de mundo é baseada apenas na fração da realidade que podemos medir e analisar. A ciência, nossa narrativa descrevendo aquilo que vemos e que conjecturamos existir no mundo natural, é, portanto, necessariamente limitada. contando-nos apenas parte da história. Quanto à outra parte, que nos é inacessível, pouco podemos afirmar. Porém, dados os sucessos do passado, temos confiança de que, passado tempo suficiente, parte do que hoje é mistério será incorporado na narrativa científica — desconhecimento se tornará conhecimento.
Essa visão dos nossos limites nada tem de anticientífica ou derrotista. Também não se trata de uma proposta para que sucumbamos a algum obscurantismo religioso. Pelo contrário, o impulso criativo, o desejo que temos de sempre querer saber mais, vem justamente do flerte com o mistério, da compulsão que temos de ir além das fronteiras do conhecido. O não saber é a musa do saber.
Nos últimos duzentos anos, avanços na fisica, na matemática e, mais recentemente, nas ciências da computação, nos ensinaram que a própria Natureza tem um comportamento esquivo do qual não podemos escapar. A própria Natureza — ao menos como nós percebemos — opera dentro de certos limites. O filósofo grego Heráclito já havia percebido isso quando escreveu, 25 séculos atrás, que “A Natureza ama esconder-se”.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A ilha do conhecimento. São Paulo: Editora Record, 2023, p. 13-14 e 19)
Pode-se substituir adequadamente o segmento sublinhado pelo indicado entre parênteses no seguinte caso:
- O avanço das ciências é um fato do qual ninguém duvida (cuja desconfiança ninguém nutre)
- Ele tem um comportamento do qual não consegue abdicar (de cujo não consegue renunciar)
- São mistérios a que não podemos acessar (aonde não sabemos tocar)
- É limitado esse instrumento de que vamos nos servir (ao qual iremos nos utilizar)
- É somente uma fração do real a que pode chegar nossa percepção (que nosso entendimento alcança)
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
Errado
Comentário do professor
A opção é correta porque conserva sentido e respeita a regência verbal. O trecho “a que pode chegar nossa percepção” emprega o pronome relativo a que exigido pelo verbo chegar, que, nesse contexto, rege a preposição a (chegar a algo).
A equivalência proposta — “que nosso entendimento alcança” — também está correta: o verbo alcançar é transitivo direto e não exige preposição, logo o pronome relativo aparece sem antecedente preposicionado (que).
Em suma, ambas as formas mantêm o mesmo sentido e atendem à regência dos respectivos verbos. A construção preserva concordância e coesão, por isso a substituição é adequada.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em