Questão FC338200
Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. Direito natural e direito dos homens O direito natural é aquele que a natureza mesma determina a todos os homens. Educastes vos
Clareza e Correção
FCC · 2024
Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.
Direito natural e direito dos homens
O direito natural é aquele que a natureza mesma determina a todos os homens. Educastes vossos filhos, ele vos deve respeito como seu pai, reconhecimento como seu benfeitor. Tendes direito sobre a terra que cultivastes com vossas proprias mãos.
O direito humano só pode ser fundado no direito da natureza, e o grande principio, o príncípio universal de um e outro, é em toda terra: “Não faças o que não gostarias que te fizessem”.
Contentam-se alguns, noutras terras, em afirmar. “Crê em mim, ou eu te odiarei; crê, ou te farei todo o mal que eu puder. Monstro, não tens a minha religiião, então não tens religião nenhuma *
O direito da intolerância é, então, absurdo e bárbaro: é o direito dos tigres, sendo no entanto bem pior, pois os tigres só se dilaceram por comida, e nós nos exterminamos por parágrafos.
(Adaptado de: VOLTAIRE. Tratado sobre a tolerância. Trad. Ana Luiza Reis Bedé. São Paulo: Martim Cererê, 2017, p. 36)
Monstro, não tens a minha religião, então não tens religião nenhuma.
A frase acima segue correta e explicita seu sentido coerente nesta outra forma:
- Ainda és um monstro, por que não tens minha religião, visto que não tens nenhuma.
- Por monstro que sejas, ao não teres religião, nenhuma religião virá a ter.
- Se és um monstro, não terás minha religião, nem terás nenhuma outra.
- Foste um monstro, não tendo minha religião, posto que nenhuma outra.
- Sendo o monstro que és, não tens a minha religião e, portanto, nenhuma outra.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Sendo o monstro que és, não tens a minha religião e, portanto, nenhuma outra.
A construção inicial "Sendo o monstro que és" é uma oração reduzida de gerúndio que apresenta a condição/consideração sobre o sujeito. Mantém-se a mesma pessoa gramatical (2ª pessoa do singular: és, tens), assegurando a uniformidade de tratamento.
A expressão "portanto" funciona como conjunção coordenativa conclusiva, equivalente ao "então" do enunciado, introduzindo a conclusão lógica: por não teres a religião do enunciador, não terás outra.
Por fim, a frase emprega elipse do verbo na segunda oração (subentende-se "terás"), o que torna a expressão mais concisa sem alterar o sentido.
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