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Questão FC344715

Debate-se, no âmbito de determinada administração estadual, a criação de procedimentos voltados a assegurar agilidade em situações de iminente perigo público, que demandem a utiliz

Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Administrativa

FCC · 2022

Debate-se, no âmbito de determinada administração estadual, a criação de procedimentos voltados a assegurar agilidade em situações de iminente perigo público, que demandem a utilização de bens de propriedade privada e bens públicos pertencentes a outros entes da federação. As premissas adotadas pela administração para esse debate são as de que, nessas circunstâncias, se admite o uso de bens privados e públicos, independentemente de consentimento prévio do particular ou do outro ente federativo, ou mesmo de autorização judicial, devendo ser apenas assegurada indenização posterior, ao particular, em caso de dano. À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as premissas da administração estadual estão corretas

  1. tanto em relação ao uso da propriedade privada, quanto dos bens públicos de outros entes federativos.
  2. apenas em relação ao uso da propriedade privada.
  3. apenas em relação ao uso de bens públicos de outros entes federativos.
  4. em relação ao uso da propriedade privada, quanto à desnecessidade de consentimento prévio ou de autorização judicial, mas não quanto à indenização.
  5. em relação ao uso de bens públicos de outros entes federativos, quanto à desnecessidade de consentimento prévio, mas não quanto à de autorização judicial.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa B está correta porque trata exclusivamente do emprego de bens de particulares por meio da requisição administrativa. Nesse instituto, o Estado pode, diante de perigo público iminente, utilizar coativamente bens ou serviços privados sem prévio consentimento ou autorização judicial, com execução imediata pela autoridade competente.

A requisição visa atender necessidade coletiva urgente e a indenização é condicionada ao efetivo dano: se não houver prejuízo ao particular, não há direito a indenização; existindo dano, a reparação é posterior.

O entendimento do Supremo Tribunal Federal, todavia, afasta a possibilidade de que um ente federativo requisite bens pertencentes a outro, em respeito à autonomia federativa e ao pacto federativo, razão pela qual o procedimento só se admite em relação à propriedade privada.

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