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Questão FC347559

A conquista e ocupação da Amazônia, no período colonial, foram empreendimentos conduzidos pelo Estado, planejados e executados com prioridade política pelo governo metropolitano. (

História do Brasil

FGV · 2010


A conquista e ocupação da Amazônia, no período colonial, foram empreendimentos conduzidos pelo Estado, planejados e executados com prioridade política pelo governo metropolitano.


(Freitas de Rezende, Tadeu Valdir, in A conquista e a ocupação da Amazônia brasileira no período colonial: a definição das fronteiras. FFLCH, USP, São Paulo, 2006.)


A partir do texto, analise as afirmativas a seguir.

I. Em 1621, a administração do Estado do Maranhão e Grão-Pará, entidade política autônoma e independente do Estado do Brasil, passou a ser diretamente subordinada ao governo de Lisboa, iniciando-se um processo irreversível de exploração e penetração territorial pela vasta rede hidrográfica amazônica.

II. Na primeira metade do século XVIII, Portugal passou a priorizar a definição de suas fronteiras coloniais com o propósito de revisar os acordos anteriores de limites e abolir o Tratado de Tordesilhas.

III. A aproximação das Coroas Ibéricas favoreceu as negociações diplomáticas que resultaram na assinatura, em 1750, do Tratado de Madri, que legalizou, pelo argumento de posse da terra (uti possidetis) e pela busca de fronteiras naturais, a ocupação da Amazônia.


Assinale:

  1. se somente a afirmativa I estiver correta.
  2. se somente a afirmativa II estiver correta.
  3. se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
  4. se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
  5. se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A alternativa E está correta: todas as afirmativas são verdadeiras.

A afirmativa I refere-se à criação do Estado do Maranhão e Grão-Pará (1621), que passou a responder diretamente a Lisboa, o que agilizou políticas de defesa e a penetração territorial pela malha hidrográfica amazônica.

A afirmativa II aponta a mudança de prioridade de Portugal no século XVIII: a coroa passou a buscar a definição explícita de fronteiras, abalando a eficácia do Tratado de Tordesilhas diante das novas ocupações.

A afirmativa III assinala corretamente que a reaproximação entre as coroas ibéricas e a diplomacia, com destaque para Alexandre de Gusmão, culminaram no Tratado de Madri (1750), que institucionalizou a ocupação pela regra do uti possidetis e por fronteiras naturais.


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