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Questão FC347564

“No processo de conquista e colonização da América, os portugueses dependeram fundamentalmente dos povos indígenas. Os diferentes grupos etnolinguísticos aqui encontrados, tais com

História do Brasil

FGV · 2022

“No processo de conquista e colonização da América, os portugueses dependeram fundamentalmente dos povos indígenas. Os diferentes grupos etnolinguísticos aqui encontrados, tais como os Tamoio, Tupiniquim, Aimoré, e Goitacaz, entre outros, foram todos chamados índios pelos europeus. Na condição de aliados ou inimigos, eles desempenharam importantes e variados papéis na nova colônia que, então, se construía”.

Maria Regina Celestino de Almeida, “Povos Indígenas no Brasil”, in http://bndigital.bn.gov.br

 

A respeito das relações entre europeus e indígenas, durante o período de colonização da América Portuguesa, assinale a afirmativa correta.

  1. A chegada dos europeus na América gerou uma catástrofe demográfica, fruto da incapacidade de adaptação de portugueses, holandeses e ingleses à vida nos trópicos.
  2. Os Tapuia habitavam o litoral e, por isso, os portugueses tiveram um contato mais prolongado com eles, o que permitiu que fossem mais bem conhecidos pelos europeus.
  3. O vocábulo Tupi significava bárbaro para os ameríndios e foi usado para designar todos os grupos não Tapuia com os quais os colonizadores se deparavam.
  4. A grande variedade de povos com línguas e culturas diversas foi reduzida a dois grandes grupos, Tupi e Tapuia, pelos cronistas, missionários e agentes europeu da colonização.
  5. A principal estratégia da Coroa para submeter os ameríndios às leis do império português foi a subvenção de aldeamentos missionários franciscanos, sobretudo no sertão vicentino.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Tupi e Tapuia funcionaram como categorias amplas usadas por cronistas, missionários e agentes coloniais para agrupar a enorme diversidade indígena encontrada no litoral e interior. Os europeus, diante de múltiplos grupos etnolinguísticos, adotaram esses rótulos — o primeiro associado às línguas tupi-guaranis mais difundidas; o segundo, um termo guarda-chuva para povos não tupi — como referência prática nos relatos, na negociação de alianças e na organização missionária.

Essa escolha classificatória foi uma simplificação com função administrativa e catequética: facilitou a comunicação e intervenção colonial, mas também apagou nuances culturais e linguísticas, moldando a percepção europeia e as fontes históricas sobre os povos indígenas.

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