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Questão FC347671

Historiadores, interessados em analisar a trajetória política de João Goulart, encontraram no documentário Jango, de Silvio Tendler, um registro de época pleno de imagens e depoime

História do Brasil

FGV · 2023

Historiadores, interessados em analisar a trajetória política de João Goulart, encontraram no documentário Jango, de Silvio Tendler, um registro de época pleno de imagens e depoimentos sobre a conjuntura política que culminou no golpe civil militar de 1964.

 

(Adaptado de: DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Jango: cinema, história, memória e reconhecimento. In: DELGADO, Lucília de Almeida Neves; FERREIRA, Marieta de Moraes (orgs). História do tempo Presente. Rio de Janeiro: FGV, 2014)

 

Ao ler o trecho acima, o/a professor/a de História de ensino fundamental se interessou em usar o filme Jango em sala de aula. Para justificar o uso do filme perante a coordenação pedagógica, argumentou que o filme é adequado aos objetivos do ensino de História, pois

  1. enfatiza a concepção de que a História é construída pelos grandes líderes.
  2. retrata fielmente os fatos tais como se sucederam na História do regime civil militar brasileiro.
  3. incorpora a abordagem negacionista sobre o Golpe civil militar de 1964.
  4. reforça a ideia de que o filme é a principal fonte para o estudo da História.
  5. problematiza imagens estereotipadas de Goulart como líder populista, demagogo e adepto do comunismo.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Problematiza sentidos consagrados sobre João Goulart ao desconstruir imagens simplistas — como a de líder populista, demagogo ou adepto do comunismo — apresentadas pela memória política e pela imprensa da época.

O documentário Jango combina registro de época (imagens, áudios) e depoimentos para mostrar contradições, ambiguidades e disputas interpretativas sobre seu percurso político.

Assim, o filme não impõe uma leitura única; oferece material para a análise historiográfica, estimulando os alunos a identificar fontes, avaliar perspectivas e reconhecer narrativas construídas.

Na sala de aula, isso favorece atividades de leitura crítica, comparação de fontes e debates sobre como estereótipos políticos emergem e se mantêm na memória coletiva.

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