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Questão FC347735

No reinado de D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, assumiu o cargo de primeiro-ministro do governo português e, por mais de 25 anos, Pombal administro

História do Brasil

FGV · 2022

No reinado de D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, assumiu o cargo de primeiro-ministro do governo português e, por mais de 25 anos, Pombal administrou o Reino e seus territórios ultramarinos.

 

Assinale a afirmativa que caracteriza corretamente as políticas reformistas implementadas por D. José I e Pombal na Amazônia colonial.

  1. Em relação aos indígenas, as reformas pombalinas previam o controle direto do Estado, não mais com a mediação dos religiosos, que deixaram de deter o poder temporal das aldeias.
  2. Em relação à organização territorial, destacou-se a classificação dos povoados em “Aldeias”, “Quilombos” ou “Vilas”, de acordo com a etnia predominante em cada uma das novas unidades administrativas.
  3. Em relação ao desenvolvimento agrícola, foi apoiada a agricultura tradicional, com base na tenência coletiva das terras das aldeias, no escambo e no extrativismo florestal das drogas do sertão.
  4. Em relação ao comércio, foi criada a Companhia de Comércio do Estado do Grão-Pará e Maranhão, para estimular formas mais eficientes de produção e venda do algodão e do cacau, com base em mão-de-obra livre assalariada.
  5. Em relação às estruturas de trabalho, a intervenção pombalina marcou o declínio do escravismo, indígena e africano, e a tentativa de ocidentalizar a região, patrocinando a migração de colonos do império luso para o Grão-Pará.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa aponta corretamente para o projeto pombalino de retirar dos religiosos o poder temporal sobre as aldeias indígenas, transferindo-o ao aparato colonial.


Em 1757, o chamado Diretório dos Índios organizou essa mudança: as reduções foram transformadas em unidades administrativas sob autoridades seculares, com juízes e oficiais régios substituindo os missionários no comando local.


Essa medida representou a secularização do poder nas aldeias e o estabelecimento de um controle direto do Estado sobre os indígenas, que passaram a ser vistos formalmente como súditos do rei.


Politicamente, a ação visava reduzir a influência dos jesuítas e integrar os indígenas à ordem colonial; socialmente, implicou políticas assimilacionistas, incentivando a incorporação dos índios à vida e às normas da população colonial.

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