Questão FC347741
“Em meados do Século XVIII, com a inversão de posições das principais capitanias, o Pará passou a ser a "cabeça" do Estado do Grão-Pará e Maranhão. Esse processo foi acompanhado pe
História do Brasil
FGV · 2022
“Em meados do Século XVIII, com a inversão de posições das principais capitanias, o Pará passou a ser a "cabeça" do Estado do Grão-Pará e Maranhão. Esse processo foi acompanhado pela transferência de sede da nova unidade administrativa, dependente de Lisboa, da cidade de São Luís para a de Belém, e pela posse de Francisco Xavier de Mendonça Furtado como governador e capitão-general. Iniciava-se, assim, uma fase de retomada da colonização amazônica.”
(Adaptado de SANTOS, F. Vilaça dos, O "paraíso na terra" ou o Estado do Grão-Pará na segunda metade do século XVIII, in historiacolonial.arquivonacional.gov.br.)
Entre as características dessa “retomada da colonização amazônica” consta
- a afirmação da soberania portuguesa em relação aos domínios anglo-holandeses na definição dos limites com a Guiana Inglesa.
- o reforço da economia mercantilista com a criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, responsável pelo abastecimento de escravos africanos.
- a redefinição dos limites entre os territórios portugueses e espanhóis, com base em princípios étnicos e linguísticos adotados no Tratado de Madri.
- o cancelamento das leis de liberdade dos índios defendidas pelos jesuítas em 1755, mediante as quais reivindicavam o controle exclusivo sobre os indígenas.
- a determinação de que todos os índios que viviam nas vilas, cidades e aldeias coloniais deviam ser excluídos dos “Corpos de Milícias”, para evitar armar possíveis rebeldes.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão representou, na prática, o reforço da política mercantilista na região: instituiu um sistema comercial monopolista ligado à metrópole, centralizando o fluxo de produtos e capitais.
Esse modelo organizou o tráfico e o abastecimento de escravos africanos para suprir a demanda por mão de obra nas atividades locais — sobretudo na pecuária e na exploração das drogas do sertão — garantindo assim a reprodução econômica do território dentro do circuito atlântico.
Associada à transferência da sede para Belém e às reformas de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, a Companhia funcionou como instrumento para integrar a Amazônia ao comércio colonial e consolidar o controle administrativo e econômico da metrópole.
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