Questão FC347756
Em 2008, a Petrobras iniciou a perfuração do poço marítimo denominado 1‐ BAS ‐139 (Bahia Submarino n. 139) na costa de Ilhéus. Além disso, a cidade de Ilhéus, será a sede do futuro
História do Brasil
FGV · 2014
Em 2008, a Petrobras iniciou a perfuração do poço marítimo denominado 1‐ BAS ‐139 (Bahia Submarino n. 139) na costa de Ilhéus. Além disso, a cidade de Ilhéus, será a sede do futuro Porto Sul, do trecho final da Ferrovia Oeste‐Leste e de um novo aeroporto. A descoberta recente de petróleo e essas obras de infraestrutura devem revitalizar este antigo centro cacaueiro.
Assinale a opção que caracteriza corretamente o impacto social, econômico ou ambiental deste processo de revitalização da região sul da Bahia.
- Para as mineradoras do interior do Estado, a transformação logística de Ilhéus aumenta a competição nesta área, abrindo-a a investimentos estrangeiros indesejados.
- Para ambientalistas, este desenvolvimento deve ser associado a uma política de preservação dos ecossistemas, como os recifes de corais na área entre Itaparica e Itacaré, as tartarugas marinhas no litoral sul da Bahia e as baleias e golfinhos no município de Ilhéus.
- Para os fazendeiros de cacau, os investimentos em transporte permitirão baratear e ampliar a produção que, desde a década de 1990, têm se expandido no sul da Bahia em função do crescimento da demanda externa.
- Para os ecologistas, a prospecção de petróleo em águas profundas e a criação da infraestrutura ferroviária e portuária terá um impacto negativo na região de Ilhéus, maior espaço remanescente do bioma do cerrado.
- Para o empresariado, a nova malha ferroviária ligará Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Distrito Federal a Ilhéus, favorecendo o escoamento da produção industrial, como couro e calçados, alimentícia, têxtil e química, dos estados do corredor Oeste‐Leste.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Para ambientalistas, o processo de desenvolvimento descrito deve ser acompanhado por uma política de preservação que identifique e proteja os ecossistemas frágeis da costa sul da Bahia, como os recifes entre Itaparica e Itacaré, as áreas de desova de tartarugas marinhas e as rotas de baleias e golfinhos em Ilhéus.
Isso exige a realização de estudos de impacto ambiental e Relatórios de Impacto (RIMA), zonas de proteção, licenciamento rigoroso, planos de monitoramento e planos de contingência para vazamentos, além de medidas de mitigação e compensação ambiental.
A integração entre fiscalização, comunidades locais e projetos de conservação (ex.: monitoramento de tartarugas) é essencial para conciliar a revitalização econômica com a preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade marinha.
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