Questão FC352147
A partir dos anos de 2015 e 2016, as agências Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s passaram a ser citadas inúmeras vezes pela mídia brasileira, geralmente acompanhada de preocupações
Economia
FCC · 2019
A partir dos anos de 2015 e 2016, as agências Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s passaram a ser citadas inúmeras vezes pela mídia brasileira, geralmente acompanhada de preocupações do governo federal e da sociedade como um todo.
Em 2018, as agências continuam atuando no Brasil e mantendo as preocupações devido
- à retirada do Brasil da lista dos países que são bons pagadores de dívidas e atrativos para investidores.
- aos frequentes surtos de doenças transmissíveis decorrentes do déficit no saneamento básico nas áreas urbanas.
- à dependência da economia brasileira das exportações de commodities com baixo valor agregado.
- ao aumento das áreas de desmatamento na Amazônia, promovido pela ausência de políticas ambientais eficazes.
- ao crescimento dos níveis de poluição atmosférica em desrespeito aos compromissos climáticos assinados pelo governo.
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Gabarito
A
Comentário do professor
As agências de rating (Standard & Poor's, Fitch e Moody's) avaliam a capacidade de pagamento dos países e atribuem um rating que funciona como selo de confiança para o mercado.
Quando o Brasil é retirado desse grupo de "bons pagadores" — ou sofre um downgrade — passa a ser visto como mais arriscado pelos investidores.
Isso eleva o custo da dívida (juros exigidos pelos credores), reduz fluxos de investimento, pressiona o câmbio e encarece o refinanciamento do gasto público.
Portanto, a preocupação do governo e da sociedade decorre do impacto direto sobre financiamento, confiança externa e capacidade de conduzir políticas econômicas sem aperto fiscal.
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