Questão FC371588
Considerando a teoria do crescimento econômico e a experiência recente do Brasil (2001-2015), é correto afirmar:
Macroeconomia
FCC · 2020
Considerando a teoria do crescimento econômico e a experiência recente do Brasil (2001-2015), é correto afirmar:
- O modelo de Romer de crescimento endógeno ilustra bem a trajetória de crescimento brasileiro desde os anos 1980, a qual se baseou em amplos investimentos em pesquisa e desenvolvimento que sustentam nossas taxas de crescimento de longo prazo.
- A hipótese de neutralidade da moeda é compatível com uma curva de Phillips vertical, em que expansões fiscais e monetárias, bem como depreciação cambial, são eficazes em elevar o nível de produto agregado.
- Segundo o modelo básico de Solow, a baixa taxa de poupança brasileira explicaria o baixo crescimento econômico do país, dada a baixa taxa de crescimento populacional nos últimos 20 anos.
- Uma das hipóteses para a redução da participação do setor industrial na economia brasileira nos últimos anos diz respeito à doença holandesa, em que vantagens comparativas em recursos naturais e commodities provocam uma tendência de longo prazo à apreciação cambial, prejudicando a competitividade industrial.
- Uma das explicações para o baixo crescimento econômico brasileiro recente é a prática generalizada de rent-seeking no país, segundo a qual a ineficiência do setor privado deve ser compensada por políticas seletivas de subsídios a setores estratégicos para o crescimento econômico.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A doença holandesa descreve como um boom de exportações de recursos naturais ou commodities eleva a entrada de divisas e provoca apreciação cambial real.
Essa apreciação torna bens transacionáveis não ligados às commodities — especialmente os da indústria manufatureira — menos competitivos no mercado externo e mais caros no interno, reduzindo sua participação na economia.
Além disso, há um efeito de realocação: mão de obra e capital migram para o setor de recursos, pressionando salários e custos na indústria (efeito de movimento de fatores), aprofundando a perda de participação industrial.
No caso brasileiro (2001–2015), o boom de commodities elevou termos de troca e valorizou o câmbio, contribuindo para a desindustrialização relativa observada naquele período.
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