Questão FC376157
A luta pela igualdade racial passou a fazer parte da retórica do governo e ocorre de maneira radical a partir da implementação de diversas experiências de cotas adotadas por um núm
Organização Social e Cidadania
VUNESP · 2025
A luta pela igualdade racial passou a fazer parte da retórica do governo e ocorre de maneira radical a partir da implementação de diversas experiências de cotas adotadas por um número crescente de universidades públicas, ao longo dos últimos anos. A proposta de cotas encontrou em um primeiro momento uma resposta positiva da sociedade e, ainda hoje, a maioria das pessoas consultadas apoia o uso das cotas, ainda que também desconfiem de que se trata de um instrumento que estigmatiza os estudantes beneficiados. Mas a reação contrária não tardou a se manifestar e a crescer também desde os primeiros momentos, mobilizando pessoas importantes do mundo universitário brasileiro, intelectuais, alguns artistas e, principalmente, editores de grandes jornais impressos e televisivos (Átila Roque, 2009. In: Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009. Adaptado).
Como aponta Átila Roque, uma das principais críticas de opositores das ações afirmativas nas universidades públicas foi a de que as cotas
- evidenciariam o despreparo de estudantes negros.
- seriam o primeiro passo para criar o ódio racial no país.
- permitiriam superar desigualdades raciais históricas.
- promoveriam reparações socialmente necessárias.
- aprofundariam mecanismos de promoção de desigualdades.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
B
Comentário do professor
Os opositores afirmaram que as cotas seriam o primeiro passo para criar o ódio racial no país, isto é, que instituir políticas explícitas por raça produziria ressentimento e antagonismo entre grupos.
A crítica sustenta que, ao estabelecer diferenças formais entre pessoas, as ações afirmativas poderiam ser interpretadas como discriminação reversa, gerando uma sensação de injustiça nos não beneficiados e alimentando hostilidade social.
Além disso, argumenta-se que essa medida acentua a estigmatização dos contemplados — vistos como menos merecedores — e favorece a polarização nas universidades, cenário propício ao crescimento de atitudes preconceituosas.
Trata‑se, portanto, de uma crítica baseada no temor de que intervenções redistributivas provoquem reações sociais negativas e fragmentação identitária.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em