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Questão FC377194

É na tensão entre produção da desigualdade e produção da rebeldia e da resistência que trabalham os profissionais assistentes sociais, em meio a interesses distintos que tecem a vi

Debate Contemporâneo em Serviço Social

VUNESP · 2022

É na tensão entre produção da desigualdade e produção da rebeldia e da resistência que trabalham os profissionais assistentes sociais, em meio a interesses distintos que tecem a vida em sociedade. Exatamente por isso, decifrar as novas mediações por meio das quais se expressa a questão social, hoje, é de fundamental importância para o Serviço Social em uma dupla perspectiva: para que se possa tanto apreender as várias expressões que assumem, na atualidade, as desigualdades sociais – sua produção e reprodução ampliada – quanto projetar e forjar formas de resistência e de defesa da vida. Assim, apreender a questão social é também:

  1. atenuar as pressões sociais por meio de atividades na sociedade, no cotidiano de vida das pessoas.
  2. decifrar a realidade social das classes dominantes no tocante às possibilidades que elas possuem de transformar a realidade social.
  3. captar as múltiplas formas de pressão social, de invenção e de reinvenção da vida construídas no cotidiano.
  4. compreender a rotatividade da vida socialmente construída no processo histórico.
  5. atuar na direção do poder instaurado na sociedade de classes desiguais da cotidianidade.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Apreender a questão social implica captar as múltiplas formas de pressão social e as modalidades de invenção e reinvenão da vida que emergem no cotidiano. Isso significa reconhecer que a desigualdade e a resistência não aparecem apenas como dados estatísticos, mas se manifestam em práticas, arranjos familiares, estratégias de sobrevivência, redes solidárias e nas mediações institucionais que regulam o acesso a direitos.

Para o exercício profissional, essa apreensão exige uma postura analítica e sensível: observação qualificada, escuta ativa e interpretação das condições concretas de vida. A partir daí, a intervenção pode fortalecer processos de organização, disputar sentidos e propor respostas que promovam a defesa da vida e a ampliação de direitos, articulando ações cotidianas com estratégias políticas e coletivas.

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