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Questão FC378842

[...]. A história da família de elite no Piauí Colonial apresenta estreita relação com a luta pela hegemonia do poder travada a partir das primeiras décadas do século XVIII. Esta r

História do Brasil

NUCEPE UESPI · 2019

[...]. A história da família de elite no Piauí Colonial apresenta estreita relação com a luta pela hegemonia do poder travada a partir das primeiras décadas do século XVIII. Esta relação entre as estruturas familiares e de poder decorreu da contemporaneidade existente entre o processo de formação das famílias e o da estrutura político-administrativa da Capitania do Piauí. Contudo, além desta concomitância, a profunda correlação entre os referidos processos foi determinada pela coincidência dos interesses políticos da Metrópole e dos grupos que formaram a base local da estrutura de poder no Piauí. [...].

 

(BRANDÃO, Tanya Maria Pires. A elite colonial piauiense: família e poder. Teresina: FCMC, 1995.p.290).

 

A abordagem da historiadora Tanya Brandão sobre a formação da elite colonial no Piauí evidencia que

  1. as lutas familiares foram importantes na consolidação do poder, porém esses atritos provocaram o abandono das propriedades por seus senhores, facilitando o maior controle da capitania pela metrópole.
  2. a influência política das elites foi determinada pela união estabelecida entre os grupos de famílias, que se fortaleceram por laços de parentesco, casamentos e fidelidades, orientando o processo de organização administrativa da capitania.
  3. na formação do poder colonial piauiense, a estruturação de extensas famílias fragilizou a elite local, ao promover uma pulverização da parentela, que enfraquecia a centralização do núcleo familiar.
  4. desde o início da colonização, a formação da elite colonial piauiense ajustou-se ao domínio metropolitano, pois os condicionantes internos favoreceram o controle dos poderes locais pela Coroa.
  5. a formação do poder familiar colonial é posterior ao processo de organização político-administrativa da capitania. Portanto, não se constituiu como elemento dificultador do controle da colônia pela metrópole.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa aponta que a influência política das elites piauiense se originou na união entre grupos familiares, fortalecida por laços de parentesco, casamentos e relações de fidelidade. Essas conexões funcionavam como rede de apoio mútuo: os vínculos matrimoniais ampliavam alianças, consolidavam propriedades e garantiam sucessões de poder dentro de um mesmo círculo.

Na prática, essa arquitetura familiar orientou a organização administrativa da capitania, porque famílias aliadas controlavam recursos locais, prestígio e o acesso a cargos administrativos por meio de clientelismo e nomeações. Assim, o poder público e o poder privado se entrelaçaram, fazendo da família a base efetiva da hegemonia local.

O resultado foi uma elite coesa, cuja força política derivava menos de conflitos isolados e mais da articulação sistemática entre parentesco, casamento e fidelidades.

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