Questão FC444782
Considerando os avanços da genética forense, que atualmente permite, além da identificação individual, a inferência de traços físicos, ancestralidade biogeográfica, hábitos de vida
Genética
CEBRASPE (CESPE) · 2025
Considerando os avanços da genética forense, que atualmente permite, além da identificação individual, a inferência de traços físicos, ancestralidade biogeográfica, hábitos de vida como o consumo de álcool e tabaco, além da identificação de inúmeras espécies, julgue o item subsecutivo.
Para a obtenção de ácidos nucleicos na busca de identificação de espécies em produtos derivados de animais, como marfim, couro e embutidos (como presuntos), é necessário o rompimento da parede celular, que, devido a sua composição proteica, pode ser aberta com o uso de enzimas de atividade exonuclease.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Errado. Células animais não têm parede celular; possuem apenas a membrana plasmática e uma matriz proteica externa em alguns tecidos. Assim, a afirmação sobre romper uma parede celular de composição proteica está equivocada.
Além disso, exonucleases são enzimas que degradam ácidos nucleicos a partir das extremidades, não atuam na digestão de proteínas. Para liberar DNA/RNA de amostras animais utilizam-se detergentes (para dissolver membranas), proteinase K ou outras proteases (para degradar proteínas), e métodos mecânicos ou químicas específicas.
Em materiais como marfim ou couro, procedimentos adicionais são usados, por exemplo desmineralização com EDTA no marfim, devido à presença de minerais, e tratamentos para solubilizar colágeno em tecidos processados.
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