Questão FC453626
Para Aristóteles, felicidade e ética
Ramos da Filosofia
CEBRASPE (CESPE) · 2023
Para Aristóteles, felicidade e ética
- convergem a partir de uma perspectiva em que a felicidade deriva de um comportamento pautado no meio-termo.
- convergem, ainda que a ética esteja relacionada a uma forma racional (proceder) e a felicidade esteja para além do modo racional (existir).
- divergem, uma vez que, para ser feliz, o homem precisa de bens tanto materiais quanto espirituais na maior quantidade possível.
- convergem, pois o homem virtuoso é aquele que usa adequadamente sua força para desenvolver ao máximo sua vontade de potência.
- divergem, visto que a felicidade é como hybris, ao passo que a ética deve decorrer de uma postura passiva frente ao mundo.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente que, para Aristóteles, felicidade (eudaimonia) e ética convergem porque a felicidade não é um estado passivo, mas o resultado de ações virtuosas.
Aristóteles concebe a virtude como uma disposição prática que se situa no justo meio entre dois extremos. Esse equilíbrio moral é alcançado por repetição e formação de caráter, ou seja, por hábito.
A ética aristotélica é orientada pela razão prática: conhecer a virtude é também aplicá‑la nas situações concretas. Assim, viver eticamente é agir conforme o meio-termo, e é nessa conduta que se realiza a felicidade.
Logo, a felicidade deriva de um comportamento pautado no meio-termo, mostrando a íntima ligação entre ética e vida bem-aventurada.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em