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Questão FC453626

Para Aristóteles, felicidade e ética

Ramos da Filosofia

CEBRASPE (CESPE) · 2023

Para Aristóteles, felicidade e ética

  1. convergem a partir de uma perspectiva em que a felicidade deriva de um comportamento pautado no meio-termo.
  2. convergem, ainda que a ética esteja relacionada a uma forma racional (proceder) e a felicidade esteja para além do modo racional (existir).
  3. divergem, uma vez que, para ser feliz, o homem precisa de bens tanto materiais quanto espirituais na maior quantidade possível.
  4. convergem, pois o homem virtuoso é aquele que usa adequadamente sua força para desenvolver ao máximo sua vontade de potência.
  5. divergem, visto que a felicidade é como hybris, ao passo que a ética deve decorrer de uma postura passiva frente ao mundo.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa aponta corretamente que, para Aristóteles, felicidade (eudaimonia) e ética convergem porque a felicidade não é um estado passivo, mas o resultado de ações virtuosas.

Aristóteles concebe a virtude como uma disposição prática que se situa no justo meio entre dois extremos. Esse equilíbrio moral é alcançado por repetição e formação de caráter, ou seja, por hábito.

A ética aristotélica é orientada pela razão prática: conhecer a virtude é também aplicá‑la nas situações concretas. Assim, viver eticamente é agir conforme o meio-termo, e é nessa conduta que se realiza a felicidade.

Logo, a felicidade deriva de um comportamento pautado no meio-termo, mostrando a íntima ligação entre ética e vida bem-aventurada.

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