Questão FC453978
O dilema do prisioneiro pode ser estudado em exemplos de competição econômica em que duas firmas podem estabelecer, ou não, relações de cooperação para conquistar maiores lucros, o
Microeconomia
CEBRASPE (CESPE) · 2024
O dilema do prisioneiro pode ser estudado em exemplos de competição econômica em que duas firmas podem estabelecer, ou não, relações de cooperação para conquistar maiores lucros, ou mesmo expandir market-share. O exemplo a seguir apresenta duas firmas, A e B, que buscam maximizar o lucro individual. As firmas podem cooperar ou não, e os pay-offs mostram a lucratividade de cada uma das firmas, de acordo com as respectivas decisões.
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firmas |
estratégia da firma B |
||
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estratégia da |
decisões | coopera |
não coopera |
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coopera |
A e B lucram $ 50 |
A lucra $ 45 e |
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não |
A lucra $ 54 e B lucra $ 45 |
A e B lucram |
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Em referência à situação hipotética precedente, julgue o item a seguir com base na teoria dos jogos.
O resultado “não cooperar, não cooperar” é equilíbrio de Nash forte.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A banca julgou CERTO porque adotou uma leitura em que um desvio coalicional deve ser autossustentável para ameaçar o equilíbrio. Ou seja, anula apenas desvios conjuntos que, uma vez adotados, não deixem algum membro com incentivo a quebrar o acordo.
No perfil (não cooperar, não cooperar) cada firma obtém \$48. Embora (cooperar, cooperar) dê \$50 a cada uma (\(50>48\)), esse perfil não é estável frente a desvios unilaterais: de (cooperar, cooperar) qualquer firma tem incentivo a passar para não cooperar e obter \$54 (\(54>50\)).
Assim, a banca entendeu que não existe um desvio conjunto crível que beneficie todos sem abrir caminho a desvios individuais posteriores, e por isso considerou (não cooperar, não cooperar) robusto, i.e., equilíbrio de Nash forte nessa interpretação.
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