Questão FC453979
O dilema do prisioneiro pode ser estudado em exemplos de competição econômica em que duas firmas podem estabelecer, ou não, relações de cooperação para conquistar maiores lucros, o
Microeconomia
CEBRASPE (CESPE) · 2024
O dilema do prisioneiro pode ser estudado em exemplos de competição econômica em que duas firmas podem estabelecer, ou não, relações de cooperação para conquistar maiores lucros, ou mesmo expandir market-share. O exemplo a seguir apresenta duas firmas, A e B, que buscam maximizar o lucro individual. As firmas podem cooperar ou não, e os pay-offs mostram a lucratividade de cada uma das firmas, de acordo com as respectivas decisões.
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firmas |
estratégia da firma B |
||
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estratégia da |
decisões | coopera |
não coopera |
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coopera |
A e B lucram $ 50 |
A lucra $ 45 e |
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não |
A lucra $ 54 e B lucra $ 45 |
A e B lucram |
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Em referência à situação hipotética precedente, julgue o item a seguir com base na teoria dos jogos.
A estratégia dominante é cooperar e, nesse caso, as duas firmas lucrariam $ 50.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Estratégia dominante é a ação que rende melhor resultado para um jogador independentemente da escolha do outro. A afirmação está errada porque não se verifica esse caso aqui.
Analise a firma A: se B coopera, cooperar dá \(50\) e não cooperar dá \(54\), logo A prefere não cooperar. Se B não coopera, cooperar dá \(45\) e não cooperar dá \(48\), logo A prefere não cooperar em qualquer hipótese.
O mesmo raciocínio vale para B, por simetria: não cooperar rende mais seja qual for a escolha de A.
Portanto, a estratégia dominante para ambas é não cooperar, e o equilíbrio de Nash ocorre em (não cooperar, não cooperar) com payoff \(48\) para cada uma, mesmo que (cooperar, cooperar) rendesse \(50\) para ambas.
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