Questão FC468699
“Desativada a cidade de Mazagão na África pela Carta Régia de 10 de março de 1769, decretada pelo rei D. José I, o Marquês de Pombal toma algumas providências necessárias para tran
História do Brasil
DEPSEC UNIFAP · 2009
“Desativada a cidade de Mazagão na África pela Carta Régia de 10 de março de 1769, decretada pelo rei D. José I, o Marquês de Pombal toma algumas providências necessárias para transferir as 340 famílias portuguesas sediadas no último reduto lusitano [...]. Das 340 famílias mazaganistas 136 começaram a ser transferidas em junho de 1771 para nova Mazagão amapaense, como passou a denominar-se o lugar desde 23 de janeiro de 1770, já elevada à categoria de vila”. (MORAIS, P. D.; ROSÁRIO, I. S.; MORAIS, J. D. O Amapá na mira estrangeira: dos primórdios do lugar ao Laudo Suíço. Macapá: JM Editora, 2006. p. 38-39)
O fragmento de texto acima trata da fundação e povoamento da Vila de Mazagão, situada nas atuais terras amapaenses, durante o governo de Marquês de Pombal, ministro de D. José I.
Com relação a esse contexto é CORRETO afirmar:
- A transferência das famílias inclui razões de natureza geopolítica e econômica: Mazagão possuía terras em abundância, campos férteis para o desenvolvimento da agricultura e criação de gado e ficava no caminho do rio Amazonas.
- O ponto escolhido para a instalação da vila nova de Mazagão foi o rio Mutuacá, embora essa localização não permitisse o acesso rumo ao rio das Amazonas.
- A partir da fundação da vila de Mazagão os colonos transferidos de Mazagão Africana tiveram êxito constante no cultivo de arroz e algodão.
- Apesar de ser elevada à categoria de vila, Mazagão não dispunha de Câmara Municipal, o que dificultava as relações políticas locais.
- A vila de Mazagão tinha com único objetivo receber as famílias transferidas da África para povoar e desenvolver a economia local, por isso a vila prosperou economicamente durante mais de dois séculos.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A opção está correta porque a remoção das famílias mazaganistas teve motivações tanto geopolíticas quanto econômicas.
Do ponto de vista geopolítico, o objetivo foi consolidar a presença portuguesa na região amazônica e garantir o controle e a defesa das vias fluviais, fundamentais para o trânsito e a ocupação do interior.
Economicamente, a área escolhida oferecia terras em abundância e campos férteis aptos para a agricultura e para a criação de gado, fatores relevantes para sustentar a população deslocada e integrar a vila à economia colonial.
A localização junto a cursos d’água facilitava o acesso ao rio Amazonas, reforçando a lógica estratégica e produtiva que orientou a transferência durante o governo do Marquês de Pombal.
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