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Questão FC480122

A globalização e o desenvolvimento integrado da cooperação internacional em um sem-número de campos introduziram nos territórios reservados da ação estatal, na antiga diplomacia, a

História das Relações Internacionais

CEBRASPE (CESPE) · 2018

A globalização e o desenvolvimento integrado da cooperação internacional em um sem-número de campos introduziram nos territórios reservados da ação estatal, na antiga diplomacia, atores sociais externos ao circuito governamental. Ao mesmo tempo, a cultura do poder estatal esforça-se por manter o controle das rédeas, ao produzir sempre cada vez mais regulamentações, tratados, acordos, convênios. A História e a Teoria das Relações Internacionais reúnem permanência e evolução. O motor da evolução mais recente e inovadora é cultural.


Estêvão Chaves de Rezende Martins.

Relações Internacionais: cultura e poder. Brasília: IBRI, 2002, p. 163-9 (com adaptações).


Considerando esse fragmento de texto como referência inicial e a amplitude do tema globalização, que inclui economia, política internacional, negociação internacional, cultura contemporânea e diversidade cultural, julgue o item seguinte.

 

Infere-se do texto que, tal como se vê nos dias de hoje, o aprofundamento da globalização põe fim ao que ainda existe de nacionalismo e torna irreversível o desaparecimento das culturas locais ante a absoluta prevalência de uma cultura transnacional hegemônica, o que torna obsoleto o próprio direito internacional público.

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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmação é errada porque o texto não sustenta que a globalização provoca o fim do nacionalismo nem a eliminação irreversível das culturas locais. O autor aponta a entrada de atores não estatais e a crescente circulação cultural, mas também destaca a tendência estatal de manter o controle por meio de normas, tratados e acordos.

Há no excerto a ideia de permanência e evolução: a cultura funciona como motor de mudança, porém não de apagamento absoluto. As dinâmicas geram resistência, hibridização e revalorização de identidades, não uma hegemonia cultural total.

Logo, a consequência correta é que o direito internacional público tende a ganhar relevância e a se adaptar ao novo cenário, não a tornar-se obsoleto.

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