Questão FC480123
A globalização e o desenvolvimento integrado da cooperação internacional em um sem-número de campos introduziram nos territórios reservados da ação estatal, na antiga diplomacia, a
História das Relações Internacionais
CEBRASPE (CESPE) · 2018
A globalização e o desenvolvimento integrado da cooperação internacional em um sem-número de campos introduziram nos territórios reservados da ação estatal, na antiga diplomacia, atores sociais externos ao circuito governamental. Ao mesmo tempo, a cultura do poder estatal esforça-se por manter o controle das rédeas, ao produzir sempre cada vez mais regulamentações, tratados, acordos, convênios. A História e a Teoria das Relações Internacionais reúnem permanência e evolução. O motor da evolução mais recente e inovadora é cultural.
Estêvão Chaves de Rezende Martins.
Relações Internacionais: cultura e poder. Brasília: IBRI, 2002, p. 163-9 (com adaptações).
Considerando esse fragmento de texto como referência inicial e a amplitude do tema globalização, que inclui economia, política internacional, negociação internacional, cultura contemporânea e diversidade cultural, julgue o item seguinte.
A ampliação do espaço público e a aceleração das comunicações possibilitada pela revolução tecnológica em curso têm inibido, ou mesmo inviabilizado, o acesso de novos atores representantes de culturas e reivindicações diversas ao espaço público, além de subverter a noção clássica dos sujeitos do direito internacional público.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada ERRADO porque inverte a influência da globalização e da revolução tecnológica: em vez de inibir o acesso, a ampliação do espaço público e a aceleração das comunicações têm facilitado a participação de novos atores sociais no cenário internacional.
Redes digitais, ONG’s transnacionais, movimentos sociais, comunidades migrantes e empresas multinacionais conseguem articular reivindicações e influir em agendas públicas, promovendo o empoderamento de atores externos ao circuito estatal.
Essa dinâmica não elimina a centralidade dos Estados, mas desafia a visão tradicional dos sujeitos clássicos do direito internacional público, ao ampliar formas de ação política e mecanismos de responsabilização (direitos humanos, jurisdição penal internacional, arbitragem de investimentos).
Portanto, a ideia de inviabilização é equivocada; o correto é reconhecer a expansão do pluralismo de atores e a transformação das práticas e normas internacionais.
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