Questão FC480312
A globalização e o desenvolvimento integrado da cooperação internacional em um sem-número de campos introduziram nos territórios reservados da ação estatal, na antiga diplomacia, a
Política Externa
CEBRASPE (CESPE) · 2018
A globalização e o desenvolvimento integrado da cooperação internacional em um sem-número de campos introduziram nos territórios reservados da ação estatal, na antiga diplomacia, atores sociais externos ao circuito governamental. Ao mesmo tempo, a cultura do poder estatal esforça-se por manter o controle das rédeas, ao produzir sempre cada vez mais regulamentações, tratados, acordos, convênios. A História e a Teoria das Relações Internacionais reúnem permanência e evolução. O motor da evolução mais recente e inovadora é cultural.
Estêvão Chaves de Rezende Martins.
Relações Internacionais: cultura e poder. Brasília: IBRI, 2002, p. 163-9 (com adaptações).
Considerando esse fragmento de texto como referência inicial e a amplitude do tema globalização, que inclui economia, política internacional, negociação internacional, cultura contemporânea e diversidade cultural, julgue o item seguinte.
A despeito da persistência de focos de crise e de conflito armado, no atual cenário mundial globalizado, a interação entre agentes públicos e atores sociais abre perspectivas de consagração das instâncias mediadoras de divergências e da própria diversidade cultural, o que reforça o papel de instituições multilaterais como a ONU e a OMC.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A afirmação é correta porque a globalização ampliou a presença de atores sociais (ONGs, empresas transnacionais, redes civis) na cena internacional, reduzindo a exclusividade estatal nas decisões que antes eram apenas diplomáticas.
Ao mesmo tempo, os Estados buscam regular esse espaço por meio de tratados, acordos e normas, o que desloca a gestão de conflitos e normas para fóruns coletivos. As instituições multilaterais funcionam como espaços de definição de regras e de solução de controvérsias.
Por isso, entidades como a ONU e a OMC ganham papel de mediação e promoção da diversidade cultural, já que agregam múltiplos atores e oferecem mecanismos de resolução de disputas aos quais os participantes se vinculam.
Mesmo com a persistência de focos de crise, essa interação reforça a governança multilateral e a legitimação de práticas culturais diversas.
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