Questão FC512462
Considerando os avanços da genética forense, que atualmente permite, além da identificação individual, a inferência de traços físicos, ancestralidade biogeográfica, hábitos de vida
Genética
CEBRASPE (CESPE) · 2025
Considerando os avanços da genética forense, que atualmente permite, além da identificação individual, a inferência de traços físicos, ancestralidade biogeográfica, hábitos de vida como o consumo de álcool e tabaco, além da identificação de inúmeras espécies, julgue o item subsecutivo.
Para a obtenção de ácidos nucleicos na busca de identificação de espécies em produtos derivados de animais, como marfim, couro e embutidos (como presuntos), é necessário o rompimento da parede celular, que, devido a sua composição proteica, pode ser aberta com o uso de enzimas de atividade exonuclease.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmativa é ERRADA porque, em produtos de origem animal, não existe parede celular; as células animais têm apenas membrana plasmática envolta em matriz proteica como colágeno. Portanto, não se "abrem" paredes celulares protéicas.
Para extrair ácidos nucleicos utiliza‑se lise que rompe membranas e a matriz extracelular por meio de detergentes, tampões com EDTA, lise mecânica e digestão proteica com enzimas como proteinase K.
O uso de exonucleases seria contraproducente porque essas enzimas degradam DNA/RNA a partir das extremidades, destruindo o material que se pretende analisar.
Em suma, a extração requer agentes que solubilizem membranas e removam proteínas, não exonucleases; paredes verdadeiras ocorrem em plantas e fungos e exigem outros métodos (celulase, lise mecânica).
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