Questão FC543649
O quadro a seguir apresenta dados hipotéticos de três países distintos, no início de 2025. Na primeira coluna temos a apresentação desses países, na segunda coluna a porcentagem de
Finanças Públicas
FCC · 2025
O quadro a seguir apresenta dados hipotéticos de três países distintos, no início de 2025. Na primeira coluna temos a apresentação desses países, na segunda coluna a porcentagem de endividamento com relação ao PIB, na terceira coluna o prazo médio de maturação da dívida, na quarta coluna a taxa real de juros praticada internamente e na quinta coluna o crescimento médio do PIB nos últimos dez anos.
| País |
Relação Divida/PIB (%) | Maturação Média (Anos) | Juros Reais Médios (% a.a) | Crescimento Médio (% do PIB) |
| Itália | 120 | 15 | 3 | 1,5 |
| Grécia | 110 | 10 | 5 | 0,5 |
| Irlanda | 100 | 7 | 5 | 0,7 |
Considerando-se exclusivamente estes quatro fatores, mantido tudo mais constante,
- o forte endividamento italiano como proporção do seu PIB torna este país como o de pior situação, entre os três, em termos de capacidade de endividamento, levando em conta os quatro indicadores.
- o prazo de maturação média da dívida (prazo médio de vencimento) não é relevante para a avaliação da capacidade financeira de um país de saldar suas dívidas.
- a composição e o custo das dívidas públicas de Grécia e Irlanda são idênticos, apesar da diferença do tamanho dessas dívidas.
- o crescimento econômico de um país é uma variável importante, afetando a relação Dívida/PIB.
- o relativo baixo endividamento irlandês como proporção do seu PIB, frente à Itália e à Grécia, torna a Irlanda o país de melhor situação em termos de capacidade de endividamento, levando em conta os quatro indicadores.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Crescimento econômico afeta diretamente a relação Dívida/PIB porque altera o denominador (PIB) e a capacidade do Estado de gerar receitas. Em termos dinâmicos, a evolução da razão dívida/PIB pode ser escrita de forma simplificada como \( \Delta d_t=(r-g)d_{t-1}-p_t \), onde \(d\) é dívida/PIB, \(r\) a taxa real de juros, \(g\) o crescimento real do PIB e \(p\) o superávit primário como proporção do PIB.
Quando g aumenta, o diferencial \(r-g\) cai, reduzindo a pressão sobre a dívida mesmo sem mudança imediata no estoque nominal. Além disso, crescimento maior eleva receitas fiscais e facilita a geração de superávits primários, melhorando a sustentabilidade da dívida.
Portanto, o crescimento é uma variável central na avaliação da capacidade de endividamento e da trajetória da dívida pública.
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